quarta-feira, 12 de abril de 2023
O que é Ciência?
terça-feira, 24 de maio de 2022
Geometria molecular.
É comum na geometria plana estudarmos os pontos, as retas e as relações entre essas entidades. Na geometria espacial acrescentamos os planos à brincadeira e estudamos as relações entre eles. É claro que fui muito simplista nesta apresentação, pois é isto que faremos ao falar de geometria molecular. Se correta, quanto mais simples for a interpretação para a forma geométrica de uma molécula, mais frequentemente a usaremos.
Eu imagino que passa algo parecido com a imagem acima na cabeça de quem tenta imaginar as formas das moléculas. Mas não precisa ser assim. Existem moléculas com formas unidimensionais, bidimensionais e tridimensionais. Quanto mais dimensões, mais difícil representar e imaginar a estrutura. Antes de apresentar cada caso, lembre-se que, neste tópico, trataremos os átomos como pontos e as ligações covalentes entre eles como retas. Não é o correto diante do que já apresentei em outros momentos, mas é uma boa analogia e ajuda a compreender.
E qual o motivos de usarmos pontos e retas? Para que as moléculas se pareçam com polígonos ou poliedros e possamos classificá-las de acordo com os nomes de tais formas geométricas. Antes de avançarmos, resta apenas um detalhe muito importante neste processo, trataremos com cuidado tanto dos elétrons compartilhados na ligações químicas, quanto dos não compartilhados, chamados, respectivamente, de ligantes e não ligantes.
Esses elétrons se repelem e a consequência de sua repulsão é que ficam o mais distante possível uns dos outros. Influenciando na forma geométrica da molécula. Vamos aos casos:
¬ Estrutura monoatômica: ponto.
Os gases nobres (He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn e Og) são exemplos de substâncias constituídas por partículas constituídas de um único átomo. Não há ligação química alguma e suas partículas (átomos) são tratadas apenas como pontos. Outras substâncias aquecidas à temperatura de um plasma (quarto estado da matéria) sofrem a ruptura de suas ligações químicas e seus átomos também ficam isolados. À temperatura ambiente, apenas os gases nobres apresentam tal comportamento.
domingo, 22 de maio de 2022
Ligações químicas: ligações covalentes, parte IV.
sábado, 21 de maio de 2022
Ligações químicas: a ligação covalente, parte III.
Ao estudarmos as diferentes substâncias constituídas exclusivamente por ligações covalente, não tarda encontrarmos situações nas quais a regra do octeto é "ludibriada" ou até mesmo ignorada. Antes de chegarmos a eles, apresentarei alguns exemplos de estruturas com átomos de três ou mais elementos.
Ácido nitroso (HNO₂):
quarta-feira, 4 de maio de 2022
Relação entre a tabela periódica e a distribuição eletrônica.
n = 5, ℓ = 1, m = +1 e s = -1/2
Lembrando que adoto aqui a convenção de que seta para cima representa spin + 1/2 e seta para baixo o spin -1/2. Sempre preenchendo os orbitais com "setas para cima" (elétrons de spin +1/2) primeiro.
Vamos à engenharia reversa. n = 5 significa que a distribuição eletrônica terminou na quinta camada. ℓ = 1 significa que terminou no subnível "p", m = +1 significa que terminou no terceiro orbital de um total de três, pois a distribuição se dá da esquerda para a direita. E spin -1/2 significa que foi na segunda volta, ou seja, subnível completo.
| Distribuições possíveis com ℓ = 1 e mℓ = +1. |
Métodos de separação de misturas, parte IV.
Imagino que, se você chegou até aqui, acaba de passar pela terceira parte (link) dos processos de separação de misturas. Sabe então que restam apenas os processos químicos de separação. E são apenas dois.
Adição de óxido de cálcio á mistura azeotrópica de água (4%) e álcool (96%).
Parece estranha a ideia de que não podemos separar esta mistura por destilação fracionada. É importante recordar que esta destilação aumenta o teor do componente mais volátil na mistura, ou seja, aquele que tem menor temperatura de ebulição aumenta de concentração. Se destilarmos um fermentado de caldo de cana para separar o álcool, a mistura acima é o limite.
| óxido de cálcio |
Métodos de separação de misturas, parte III.
| Ilustração da fundição de metais. |
| Um forno para fundir metais. |
| "Forno caseiro". |
terça-feira, 3 de maio de 2022
Distribuição eletrônica, parte 2.
Se neste momento você sabe como distribuir os elétrons dentro de uma eletrosfera para um átomo qualquer no estado fundamental (link), veremos como distribuir os elétrons e determinar os números quânticos atrelados a alguns deles em alguns casos. Não faz sentido aqui representar os orbitais em suas formas originais (link), por isto eles serão representados por quadrados e os elétrons dentro deles por setas para distinguirmos os dois spins possíveis para eles (link). Veja a imagem abaixo:
segunda-feira, 2 de maio de 2022
Distribuição eletrônica, parte 1.
Linus Pauling.
Números quânticos.
Os números quânticos são valores associados a
diferentes propriedades do elétron dentro da eletrosfera. Eles nos ajudam a
identificar o elétron e distingui-lo dos demais. De uma forma grosseira, existe
a analogia com endereço de uma pessoa, que reside em uma casa com número, uma
rua ou avenida com nome, um bairro, cidade, CEP, unidade da federação e país.
Um determinado conjunto de números nos permite saber uma pessoa mora. Assim são
os números quânticos, em total de quatro, nos permitem identificar os elétrons
dentro da eletrosfera. Não se esqueça que eles representam soluções da equação de
Schrödinger aplicada ao átomo de hidrogênio. Vamos a eles:
sábado, 30 de abril de 2022
Os cálculos de Bohr para seu modelo atômico.
Reproduzirei aqui os postulados do modelo atômico de Bohr já apresentados anteriormente em outra postagem (link). Existem consequências matemáticas das afirmações presentes nos dois primeiros postulados que preferi deixar de fora na primeira oportunidade. Vamos a elas:
quarta-feira, 27 de abril de 2022
Conceitos para entender o modelo atômico de Bohr, parte 2.
Note que as cores no espectro correspondem às cores
dos números na série. Balmer até determinou um termo geral para a série, desde
que não começasse de n = 1 ou n = 2 e que n seja um número natural. Pode
parecer estranho o fato de a série de Balmer começar para n = 3, mas algo
semelhante ocorreu com as demais séries, começando por naturais de dois a sete.
O experimento de Millikan.
Se você já se familiarizou com os modelos atômicos de Dalton (link) e Thomson (link) e se aprofundou (link) neste último, creio que é capaz de entender o que está por vir. Falarei de um sujeito inteirado das novidades a respeito da natureza microscópica da matéria no início do século XX, que sabia muito bem sobre o experimento de Thomson quando este determinou a razão entre a carga e a massa do elétron.
![]() |
| Robert Andrews Millikan |
Millikan soube que, se determinasse a carga de um elétron, também determinaria a massa dele. A questão é: como determinar a carga de um elétron? Ele teve uma ideia razoavelmente simples, se eletrizasse uma gota de água e a colocasse em uma região sob influência de um campo elétrico, a gota estaria sujeita a forças de natureza elétrica e gravitacional (peso). Não deveria ser difícil chegar a um resultado. Pois a força elétrica depende da carga e do campo elétrica, e o peso depende da massa e da gravidade.
terça-feira, 19 de abril de 2022
Princípio da incerteza.
segunda-feira, 18 de abril de 2022
Modelos atômicos: Sommerfeld.
Dois anos após a excelente contribuição de Bohr para a compreensão humana da natureza microscópica da matéria veio uma nova ideia proposta por Sommerfeld. Você pode até se perguntar: mas o modelo de Bohr era tão bom, o que mais outro poderia acrescentar? Então, este é o ponto, diante de novas evidências, novas ideias não necessárias para explicá-las.
![]() Arnold Sommerfeld |
E as evidências vieram da mesma fonte de onde Bohr "bebeu" para elaborar seu modelo. Das linhas espectrais obtidas ao estudar as diferentes substâncias. A evolução tecnológica costuma acompanhar a evolução do conhecimento científico, jamais vem antes dele. Por exemplo, é impensável a invenção da televisão antes de Faraday, Ampére, Maxwell e cia estabelecerem as leis do magnetismo.
O átomo de Bohr.
A interpretação (link) de Bohr para o átomo de hidrogênio e espécies hidrogenóides (cátions com apenas um elétron) foi muito bem sucedida ao relacionar as linhas espectrais (link) do átomo de hidrogênio produzidas por equipamentos anteriores ao ano de 1913.
Do modelo de Bohr surge o conceito de os átomos possuírem sete camadas ou níveis eletrônicos. Ele apenas se baseou nas linhas espectrais encontradas. Dessa forma, é honesto admitir um átomo com a seguinte "aparência":
O átomo segundo Bohr, imagem retirada de "TEC-SCEINCE.COM (link).
Conceitos para entender o modelo atômico de Bohr, parte 1.
O modelo atômico de Bohr explica como é a
eletrosfera do átomo. Esta explicação se dá em termos de como os elétrons
interagem com a luz. Antes de aprofundarmos no modelo de Bohr, faremos um
apanhado de certos eventos, conceitos e personagens que contribuíram de forma
direita ou indireta para o trabalho de Bohr. O processo será um pouco demorado,
mas eu acredito que vale a pena, então senta que lá vem a história.
CONTEXTO HISTÓRICO
Desde a antiguidade a humanidade se intriga e tenta
explicar a natureza da luz. Ptolomeu, um filósofo grego, foi o primeiro a
deixar algum registro sobre fenômenos envolvendo a luz. Seu trabalho recebeu o
nome de “Óptica” e abordou temas como a reflexão e refração da luz e buscou um
melhor entendimento sobre a origem das cores.
sábado, 2 de abril de 2022
Aprofundando no modelo de Thomson.
Se você chegou até aqui, espera-se que tenha observado os apontamentos de Thomson e seus predecessores sobre os raios catódicos (link). Ajudará também que tenhas uma noção sobre forças de natureza elétrica e magnética, normalmente vistas no terceiro ano do ensino médio. Dessa forma, este complemento é mais eficiente para quem está nos estágios finais de sua preparação para o ENEM ou já encerrou o ensino médio. Então vamos ao que interessa.
Thomson demonstrou a natureza corpuscular e elétrica dos raios catódicos, ou seja, sua composição em termos de elétrons e que estes são parte do átomo. Até aqui tudo bem, mas ele não parou por aí. Fez outros experimentos que agregaram mais informações a seu modelo.
Velocidade dos raios catódicos
Thomson aplicou simultaneamente um campo magnético e um campo elétrico aos raios catódicos. De modo que, no caso de ambos possuírem mesmo módulo, mesma direção, e sentidos opostos, os raios passaram sem sofrer desvios. Com isto a velocidade deles é calculada.
Caso não se lembre, vamos a uma breve recordação da interação entre campos elétrico e magnético e partículas dotadas de carga elétrica.





















