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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Poesia do Amigo Abiatar...

Um sujeito que viveu boa parte de sua vida na triste e esquecida (por muitos, mas não todos) Caratinga. Recebi o  que abaixo apresento por e-mail e disponibilizo para apreciação de todos os meus leitores:

Reverbero do conceito de eternidade para Anas de todos os tipos

Os olhos da eternidade
são lindos
Com suas nuvens e artérias assustadoras
Os olhos da eternidade
são lindos

São lindos e perigosos
os olhos da eternidade
... que eternizam tudo
e não gostam daquele sabonete que meu amor deixou envelhecer
em uma esquina politizada do mundo.

Por exemplo, uma senhora costurando a eternidade é uma aberração e não deixa seu marido dormir.

O melhor é aprender a morrer enquanto se vai acumulando perdas e vivências do corpo.
O melhor é aprender a morrer meu amor imitando um haicai nas esquinas do mundo...

Os olhos da eternidade não me interessam, mas sou a captura dos amores estranhos
e quando vejo a eternidade me sinto um poeta famoso do século XII que escreve pornografia
na pele islâmica de uma menina e
mantro meu imaginário
que é como o cão danado de todos os diabos
e me sinto bem.
Mas não vou me iludir com esse sabonete eterno
cantando em mim o amor numa esquina da minha vida.

Por Abiatar David Souza Machado

sábado, 24 de março de 2012

Gosto...

Anos sem fazer um soneto, então lá vai...

Gosto

Gosto do amargo
Gosto do azedo
Gosto da coragem
Gosto do medo

Gosto do morango
Gosto do chocolate
Gosto da mentira
Gosto da verdade

Gosto de aprender
Gosto de consoante
Gosto de Freud

Gosto de fazer
Gosto do montante
Gosto de Floyd

segunda-feira, 14 de março de 2011

Depois de tempos...

Chega!


Penso que há tempo,
tempo pra viver.
Penso que, há algum tempo,
pensava em viver.


Penso como vive longe a insanidade,
em sua louca busca de saudade.
Em tempos nos quais se prende e mata,
por pouco mais que liberdade.


Penso em como ainda se luta,
por um futuro para aquela busca.
Por algo mais que sorte.


Penso que não basta a honra,
que nada se diminui pela desonra.
Não quando se encontra a morte.


Viçosa, 14 de março de 2011