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terça-feira, 19 de junho de 2012

Produtos Notáveis...

É muito comum, ao resolver um exercício, seja ele de matemática, física ou química, deparar-se com a dificuldade do aluno em compreender determinados passos matemáticos. Principalmente se as etapas envolvem produtos notáveis.


Grande parte das dificuldades relacionadas a este tema, e com as quais me deparei, se aloja na não memorização e não compreensão do significado desses produtos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Poliedros de Arquimedes III: Truncaturas extremas.

Considere o cubo truncado:


Imagine o processo de truncatura que o originou a partir do cubo, e que consiste das áreas hachuradas, aumentando a ponto de os vértices destas áreas se tocarem, temos um novo poliedro, o cubo-octaedro:


Com seis faces quadradas e oito triangulares, herdadas respectivamente do cubo e do octaedro.

Sua estrutura em canudos é a seguinte:


Se você observar no seguinte link verá que o cubo-octaedro também a partir do processo de truncatura do octaedro.

Outro derivado é o icosidodecaedro, derivado obviamente, de truncaturas independentes do icosaedro e do dodecaedro.


Observe a relação entre esses dois poliedros e seus semelhantes.


Note que as faces e arestas são as somas, mas os vértices não, justamente para obedecer a relação:


Na qual F, V e A representam as quantidades de faces, vértices e arestas, respectivamente.

A seguir, outros processos de obtenção de poliedros, faltam seis ainda...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Poliedros de Arquimedes II: Truncados e Canudos.

Como informado no post anterior a este, truncar um poliedro consiste de "aparar" seus vértices, cortando-os a uma distância que seja a terça parte do comprimento da aresta, caso o objetivo seja formar um novo poliedro com faces regulares.

Muito bem, vamos então aos derivados truncados de poliedros platônicos. Durante o processo, se tiver dificuldade em acompanhar as descrições, veja aqui também. 

Tetraedro Truncado

quinta-feira, 22 de março de 2012

Poliedros de Arquimedes I: Truncados

No "artigo" sobre os poliedros de Platão eu apresentei alternativas para a construção de estruturas tridimensionais e, portanto, complexas de se imaginar ou até mesmo observar suas respectivas representações no plano.

A conclusão do material se dá com uma proposta um tanto ousada. Atravessar, com planos imaginários, as arestas em um ponto distante do vértice exatamente um terço do comprimento da aresta. 

Eu sei, parece confuso, por isso uma imagem ajudaria e bem.

Vejam o icosaedro a seguir:


Agora observem o mesmo com os "cortes" propostos:

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Poliedros de Platão.

É comum ouvir um professor de matemática falar “A geometria é uma parte importante da matemática...” aos alunos no começo da aula introdutória a este setor. Mas a pergunta que cabe é: e qual parte não é importante? 

Não pretendo com este artigo explicar a importância da geometria ou da matemática para a vida de um aluno ou de uma pessoa que nem sabe o que significa um poliedro. Meu objetivo é mostrar uma nova perspectiva para aqueles que possuem dificuldade em visualizar estruturas tridimensionais descritas em poucas palavras nos enunciados dos variados exercícios.

Como o tema é extenso para um artigo somente, nesta etapa concentrarei meus esforços em poliedros apenas, com ênfase nos poliedros de Platão. Para tal, segue a definição: Poliedro é um sólido geométrico (região do espaço limitada por uma superfície fechada) cuja superfície é composta por um número finito de faces, no qual cada uma delas é um polígono.

Os poliedros são divididos em duas categorias: convexos e não convexos.
Figura 1: Poliedro não-convexo e poliedro convexo.

Como as figuras acima exemplificam, um poliedro não convexo é aquele onde se cria, no mínimo, uma reta (ou um plano) que, ao atravessá-lo, sai e entra de volta no mesmo. Tal reta ou plano com estas características (sair e entrar) não é obtida para um poliedro convexo, ou seja, ela entra e sai do objeto apenas uma vez. Por este motivo, os convexos, como os chamaremos, são mais fáceis de estudar e entender.

Devido a sua simplicidade, em termos conceituais, os poliedros convexos são conhecidos a um bom tempo pela humanidade. Há evidências de que os Povos Neolíticos que viveram na Escócia tenham esculpidos alguns destes sólidos 1000 anos antes. Alguns destes modelos, conforme apresentamos na figura 2 ― Modelos Neolíticos dos Sólidos Platônicos, encontram-se no Museu Ashmolean em Oxford, Reino Unido.

Figura 2: Modelos neolíticos dos sólidos platônicos.