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quinta-feira, 23 de abril de 2020

"Seu time é grande?"

De tempos em tempos aparece algum veículo da imprensa ressuscitando a tola ideia de questionar a grandeza de um ou mais integrantes daquele grupo constituído pelos doze clubes que  mais conquistaram projeção nacional a partir da segunda metade do século passado.
O Paulo Sutil Futebol Clube.
As duas últimas que vi a respeito bateram nas teclas do aspecto econômico (globo) e das conquistas de títulos (revista vip). É verdade que torna-se difícil para a imaginação conceber um clube grande sem algum poderio financeiro ou sem uma sala de troféus ocupada por taças. Mas o fator principal que aqui se esquece é a torcida.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Futebol depois da quarentena.

Hoje são vinte e um de abril de dois mil e vinte da era comum e ainda não se vislumbra uma data segura na qual as nossas vidas voltem a algo próximo daquilo que um dia foi chamado de normalidade.

Notícias alegando que governador de Minas Gerais fala em escolas a partir de julho e que a OMS recomenda futebol na Europa em 2021. Este último é algo que considero complicado afirmar, ainda mais pelo fato de o continente europeu não ser homogêneo quanto à pandemia.

Talvez a Alemanha esteja pronta para a prática de futebol em agosto e isto seja um sonho distante na Itália no mesmo período. Ideia análoga se aplica aqui no Brasil, aquelas unidades da federação nas quais menos se desrespeitar o pedido de "fica em casa" serão, talvez, as que sairão deste pesadelo mais cedo. Ou que verão uma luz no fim do túnel para sinalizar uma direção às outras.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Ranking da Placar... parte dois.

Como você deve imaginar, em um ranking se organiza os elementos obedecendo a uma certa hierarquia. No caso do ranking placar, os títulos conquistados pelos clubes recebem pontos de acordo com a importância os respectivos campeonatos possuem.

A ideia me pareceu surpreendente no momento em que tomei conhecimento de sua existência. Muito pelo fato de eu não ter desenvolvido a rivalidade com torcedores de outras equipes. Então não sentia necessidade de comparar títulos rubro-negros em suas quantidades e qualidades. Mas isto não demorou a acontecer, pois a escola e a convivência com outros torcedores garantiu isto rapidamente.

A princípio foi motivo de muito orgulho notar que o Flamengo era o líder de momento. Ao ler os detalhes e conhecer as conquistas dos outros clubes, que ainda não tomava por rivais, notei alguns títulos que não existiam mais. Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa recebiam pontos como Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Rio-São Paulo foi esquecido e retornou justamente em 1993, com pontuação inferior a de um campeonato paulista ou de um carioca.

domingo, 19 de abril de 2020

Ranking da Placar.

Foi no início (março) do ano letivo de 1993 que a minha versão adolescente, um rubro-negro em formação ainda, conheceu a revista placar. Com aquela capa contendo uma foto de um par de mãos erguendo a Taça Libertadores da América em sua versão antes da atual.

Naquela versão da foto os próprios clubes campeões preenchiam os espaços adequados para as plaquinhas, por isso umas prateadas e outras douradas. Hoje é a conmebol quem o faz e trocou as placas para padronizá-las. Até então eu só sabia o que era Libertadores da América pela partida final do São Paulo contra o Newell's Old Boys no ano anterior. Não fazia ideia que o Flamengo (então atual campeão brasileiro) disputaria a edição daquele ano.

Em 1993, para se aprender sobre um assunto do qual pouco se sabia era necessário uma das três opções que seguem:

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dois Centenários em menos de 117 anos...

"Pode isso Arnaldo?", diria o Galvão Bueno.

É o que acontece quando o esporte mais popular do país, atualmente, não coincide com o esporte mais popular do país nos anos seguintes à abolição da escravidão em solo brasileiro: o Remo.

Em consequência disso, no ano em que completa 117 anos de fundação, o Clube de Regatas do Flamengo comemora o centenário de seu departamento de futebol. Marcado pela realização de sua primeira partida.

C.R. Flamengo 15 x 2 Mangueira (RJ)

Campeonato Carioca - 1º Turno
03/05 - Estadio: Campos Sales - Rio de Janeiro

Time: Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Gilberto, Galo, Baiano,Arnaldo, Amarante, Gustavo e Borgerth.

Gols: Gustavo (5), Arnaldo (4), Amarante (4), Alberto Borgeth e Galo

Obs: Gustavo foi o autor do primeiro gol da história do clube.

Um verdadeiro chocolate, superado em apenas uma oportunidade. Pena não termos muitos detalhes a respeito desta partida.

Veja como era o uniforme naquela época:


Notem o Píndaro, terceiro da esquerda para a direita entre os que estão em pé, "vestindo" uma espécie de capacete. A bola tinha a costura para fora e, quando cabeceada, feria o atleta. Por isso o detalhe a mais entre o equipamento necessário à prática do esporte bretão recém chegado ao Brasil.

Pois é, mais detalhes você encontra na página dos cem anos do futebol rubro-negro. Um grande abraço aos que, assim como eu, consideram a data de hoje digna de lembrança.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Os doze trabalhos.

Uma saga (quase) futebolística – parte I


Chego em casa depois de uma semana cansativa de trabalho-estudo-trabalho, naqueles dias que só resta a parca vontade de deitar à frente da TV para assistir um filme ou apenas ficar zapiando, aquele sentimento pobre que bate à porta em momentos que não se quer ao menos pensar.

Ao contrário disso, ouço um relato acalorado de um fanático torcedor – como o tal mesmo frisa para os demais, um torcedor, e não um (dis)torcedor – indignado e frustrado em seu novo intento: reunir dados estatísticos dos doze grandes clubes de futebol brasileiros e, a partir deles, montar um gráfico que mostre a evolução ao longo dos anos, desde a sua criação. 

Mas a tarefa não é tão simples: para cada time são necessários o número de partidas, de vitórias, de derrotas e de gols-pró de CADA ano, sendo que somente são válidas as partidas oficiais, ou seja, aquelas realizadas de acordo com as regras da FIFA.

Tal observação não é um mero capricho, e sim um critério utilizado pelo torcedor citado. Critério este bem escolhido, já que em amistosos e partidas não-oficiais os times têm mais “chances” digamos assim, como por exemplo, podem fazer maior número de alterações.

“E porque o tal torcedor está indignado?”, você perguntaria. Não se assuste, pois fiquei no mínimo curiosa: a maioria dos clubes mantém sites e publica livros com a história dos mesmos, mas NÃO possui dados estatísticos das partidas ao longo dos tempos. O tal torcedor sobre o qual vos falo os tem, claro.

Ainda não citei, mas ele é flamenguista, daqueles “gerados” por pai flamenguista e que provavelmente nem dará opção para a geração seguinte sequer pensar em escolher outro time, apesar de demonstrar ser bem aberto a opiniões quando se fala de outros assuntos. A cada partida do Flamengo ele atualiza uma planilha em Excel com as informações do jogo, e aqueles que não acompanhou, os tem completos de acordo com pesquisas na internet feitas há muito.

E me pus a pensar como pode não existir pelo menos um torcedor do mesmo nível de fanatismo que não tenha feito o mesmo pelo seu time do coração. E o mais inacreditável é que tanto não existe (ou quase) que a busca deu origem a essa série de posts que você acompanha a partir de agora.

Nos próximos capítulos, a saga dos outros 11 trabalhos.

Por Jurema Francisquinha.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Libertadores da América.


Ontem, terça-feira, 07/02/2012 começou a fase de grupos da 53° edição da mais importante competição de clubes das Américas: a Taça Libertadores da América. Atualmente com nome de banco agregado, como é de se esperar, pois patrocínio é o que rende premiação, na forma de dinheiro, aos clubes de melhor desempenho.

E é de desempenho dos clubes brasileiros no torneio em toda sua história que pretendo abordar. Como já comentei em uma postagem anterior, só discuto futebol com números (de títulos ou não), são eles as nossas únicas evidências palpáveis, o resto é conversa fiada de boteco.

Pois bem, passeei por dois links do wikipédia a respeito da liberta e ampliei uma tabela que se encontrava no primeiro, a partir de dados que se encontravam no segundo. Daí, como dizem os gaúchos, surgiu a tabela abaixo:



SM = semi-final, PT = participações ao todo, PdPC = participações desde os pontos corridos (2003).

Notem que ela apresenta diferenças com a tabela do Milton Neves. Pois nela recebe bronze o semi-finalista que perde para o campeão. Não concordo com isso, considerei aqui o clube que disputou a semi-final, independente de perder para a equipe que veio a ser campeã ou vice.

Detalhes à parte. O que vejo de relevante nesses números?

Primeiro:

Ao contrário do propagandeado por aí, desde sempre os brasileiros deram importância ao torneio, nenhum clube entra em um torneio continental pensando em desistir dele nas semi-finais ou na final. Prova disso é a quantidade de semi-finais e finais disputadas por eles nos anos 60 e 70 e início dos anos 80.

Segundo:

Os clubes brasileiros se tornaram muito fortes desde 1992 no continente. Apresentando um ou outro, de acordo com o ano, desempenho digno de nota. Ou seja, desde que o São Paulo de Telê Santana conquistou a América pela primeira vez, no mínimo uma equipe brasileira chega à semi-final.

E vou além, com exceção de 1996, 2001 e 2004, tivemos no mínimo uma equipe brasileira na final da competição. De 1992 a 2011 são vinte disputas com dezessete finais e dez títulos.

"Apenas" 50% das últimas vinte edições terminaram em samba.


Terceiro:

Considerando os dados de 1960 até 1991, os argentinos contavam 15 conquistas contra 5 dos brasileiros, 8 dos uruguaios e 4 dos demais países.

Passadas duas décadas o cenário  mudou para 22 conquistas argentinas, 15 brasileiras, 8 uruguaias (estacionaram... hihi) e 7 de outros países.

Parece que os clubes brasileiros, ou alguns deles, aprenderam a jogar e ganhar a liberta, sem qualquer medo de Independiente (7 títulos) , Boca (6 títulos), Peñarol (5 títulos) e cia.

Quarto:

O que teria provocado tal reviravolta?

Aí meu caro, eu aponto a economia com fator principal. O pior período concentrou-se no fim dos anos 80. Quem era vivo, deve saber da quebradeira do governo Sarney, se não era, pergunte a seus pais.

Não cravo que a economia tenha melhorado a partir de 1992, foi coincidência o São Paulo montar um excelente time e que este tenha durado algum tempo, pois foi o último.

Penso que, a partir de 1995, com um ano de plano real, o clubes puderam reproduzir um pouco da melhora da economia. não que esta fosse grandes coisas, mas comparada com o fundo do poço de anos antes, devia ser a sétima maravilha do mundo.

A partir disso, a melhora econômica e seu reflexo no futebol foi constante, até culminar no seguinte dado. Que é apenas mais uma evidência de que o Brasil sobra na América Latina, seja no cenário econômico ou no clubístico.



Este texto continua... aqui.





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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Campeonato Brasileiro II

Continuando a abordagem do tópico anterior sobre campeonato brasileiro e, atendendo aos pedidos incessantes do Henrique, apresentarei agora um gráfico com a evolução das médias dos clubes ano a ano.

Para esclarecimentos, os anos em que um ou mais dos grandes se encontraram ausentes da primeira divisão, não uso a média da segunda divisão. O clube fica de fora, apenas isso.

Eis o dito cujo:


Me chama a atenção que apenas em cinco ocasiões a média ultrapassou 30 mil pagantes. Três delas com o Flamengo, de 2007 a 2009 e as outras duas com Grêmio em 2008 e Atlético MG em 2009. Boas campanhas são premiadas com ótimos públicos em média para alguns clubes.

Isso explica também o fato de o Corinthians ter a melhor média do ano em quatro oportunidades, contra três do Flamengo, e ainda assim perder para o clube carioca no total dos anos.

Outro detalhe a chamar a atenção é o efeito Copa 2014, com as reformas no Maracanã e no Mineirão, as médias de Flamengo e Atlético MG despencaram, fato que se repetirá em 2012. Mas 2013 é uma incógnita, pois obra no Brasil é assim. Caso eles não fiquem prontos para junho de 2014, talvez nunca fiquem... zueira.

Bom, é isso aí. Lembro a todos que não inventei os números, tão pouco a matemática. Se não gostou deles, cobre dos seus amigos que moram na cidade do seu clube de coração.





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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Campeonato Brasileiro

Seguindo a salada de temas por mim proposta quando criei este blog, hoje falarei de um assunto sobre o qual gosto e muito de conversar com amigos e desconhecidos: futebol.


O problema de conversar sobre futebol com muitas pessoas, independente do time para o qual torcem ou da unidade da federação na qual morem, é o fato de muitos vomitarem asneiras clubísticas como adolescentes bêbados sem ao menos verificarem se o que falam é verdade.

Sendo assim, passei algumas horas desta tarde de quinta-feira em busca de dados. Dados estes que não se encontram disponíveis de acordos com os sites de busca. Procurei as médias de público dos campeonatos brasileiros de futebol profissional masculino realizados desde 2003. Escolho este ano como ponto de partida por ser o primeiro do ainda milagrosamente adotado pontos-corridos. Já se passaram nove temporadas consecutivas com a mesma fórmula de disputa. As oito últimas com a mesma quantidade de equipes rebaixadas e as seis últimas com a mesma quantidade de equipes na disputa.

Abaixo são apresentados os 25 clubes de maior média, entre parênteses se encontra o número de campeonatos disputados nesse período.


Chama a atenção a quantidade de equipes que pouco disputaram a primeira divisão, mas que, por pertencerem ao eixo norte-nordeste, seus torcedores alavancaram ótimas médias. Caso de Sport e Fortaleza. Mas como estou aqui para falar de quem permanece na primeira divisão e não de quem passeia por ela um ano aqui e outro ali, adaptei a tabela de modo a apresentar apenas aqueles com metade arredondada para cima de participações na elite do futebol brasileiro nos últimos nove anos.


Agora sim. Para aqueles que dizem "torcida de verdade é a que vai ao estádio", aí está um prato cheio.

Atleticanos, mesmo com uma torcida menos numerosa que a maioria dos outros grandes do país mostram um motivo para o galo mineiro ser chamado de grande, ainda que lhe falte taças importantes na sala de troféus.

Taças essas  que sobram na galeria santista, mas não parecem ser o suficiente para convencer seus torcedores a frequentar em peso o estádio, cuja capacidade é 21.256 . Nem mesmo o "efeito Neymar" foi suficiente pra elevar a média do alvinegro praiano. As médias do Santos dos brasileiros de 2010 e 2011 são abaixo de sua média "histórica". Mas é algo que o tempo e um estádio maior podem mudar facilmente.

O São Paulo, cuja torcida é a terceira maior do país, parece ter torcedores que não gostam de ir ao estádio. Ou ir apenas "na boa". Nem os três títulos nacionais consecutivos atraíram os são-paulinos em maior quantidade aos estádios durante os últimos torneios de modo a elevar sua média.

Para encerrar, a dupla Flamengo e Corinthians apresenta números esperados delas, as duas maiores médias entre aqueles com muitas participações na primeira divisão. Some a isso o fato de o alvinegro ter a maior média em quatro (2004, 2005, 2010 e 2011) dos últimos nove anos, enquanto o rubro-negro teve três (2007, 2008 e 2009). Cruzeiro (2003) e Grêmio (2006) foram as "exceções".

É uma pena que as obras da copa de 2014 espalhadas pelo país "atrapalharão" em parte os números de alguns clubes. Mas a partir do campeonato nacional de 2014 teremos uma real ideia de como serão os desempenhos de cada clube nas arquibancadas.

Bom, para concluir, deixo um recado aos "contestadores". Todas a médias de qualquer clube estão disponíveis na grande rede, basta reuni-las em uma planilha e efetuar as operações necessárias para descobrir as médias totais.

Não concorda com meus dados? Ótimo, faça você mesmo, assim como eu fiz. Já procurei tanto por isso e nunca achei. Hoje eu cansei de procurar, "fui lá e fiz".


Esse texto, a pedido do Henrique (Ique) continua... aqui.








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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Flamengo Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 2011

Se você não acompanhou a série de posts que eu publiquei sobre os confrontos entre cariocas e paulistas durante o campeonato brasileiro de 2011, não se preocupe, eu explico.


Como o Torneio Rio-São Paulo se encontra provisoriamente extinto, muito devido ao calendário absurdo do futebol brasileiro, eu resolvi computar em uma tabela à parte apenas as partidas entre cariocas e paulistas e também os clássicos regionais de RJ e SP. Como se fosse um campeonato em pontos corridos. Assumi os critérios idênticos aos do brasileirão.


E o resultado segue abaixo:


O Fla chegou à última rodada "disputando" com Vasco e Botafogo o "título". Mas com três empates nos clássicos e uma única vitória do lanterna São Paulo sobre o Santos, nada de significativo se alterou na tabela.


Pretendo nessas férias apresentar os resultados dos torneios referentes aos brasileiros de pontos corridos anteriores (2003 a 2010). Veremos quem se saiu melhor.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Morreu o Luiz Mendes

O comentarista da palavra fácil marcou, desde o final da minha infância e o início da minha adolescência, a minha vida no que diz respeito a futebol. Sujeito sereno e de opiniões imparciais, apesar de se dizer botafoguense e gremista. O cara acompanhou as copas de 1950 a 2010 e teve o desprazer, mas obrigação da profissão, de narrar a derrota para o Uruguai na copa de 1950.

Estou para encontrar alguém que saiba mais de futebol que este sujeito. Aprendi muito do que sei de futebol ao ouví-lo comentar o desempenho do Flamengo pela Rádio Globo ao lado do garotinho José Carlos Araújo.

Fica aqui uma frase dele: 'O tempo é o grande e eterno vencedor na luta contra o homem'.

Para saber mais detalhes, veja aqui.

Para ler suas opiniões a respeito de eventos observados por ele nesses últimos 61 anos, veja aqui.

Valeu seu Luiz, perdi um professor hoje.


Para encerrar, fica a descrição de como surgiu a palavra torcedor:

"Ninguém torce e distorce mais do que os torcedores. Esse nome foi criado pelo Coelho Neto porque os homens levavam para os estádios, especialmente nas Laranjeiras, uma espécie de palheta como chapéu e as moças iam com luvas. Com o calor, elas as tiravam. E no decorrer do jogo os homens torciam suas palhetas e as mulheres suas luvas. E o Coelho Neto aproveitou o 'gancho'."

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Campeonato Brasileiro?

Resolvi fazer um exercício por pura falta de serviço no momento.


Peguei os resultados dos confrontos entre paulistas e cariocas e montei a tabela que seria a de um torneio Rio-São paulo por pontos corridos em dois turnos, como é o campeonato brasileiro atual, mas com apenas oito clubes. Vejam a tabela do primeiro turno.




Chamam a atenção os desempenhos de Fluminense e São Paulo, o Santos até tem desculpa por conta de Libertadores e convocações para diferentes seleções brasileiras.




Como o campeonato ainda não acabou, ainda há uma discrepância entre a quantidade de partidas realizadas. Mas chama muito a atenção o número de adversários que restam ao Vasco e ao Corinthians. Um e seis, respectivamente.

Depois atualizo com o passar das rodadas e comento mais.










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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jogo para sempre...

A citação abaixo eu tirei de um livro de xadrez:

"Quando dois adversários de igual força jogam corretamente, a partida raramente tem conteúdo e frequentemente termina empatada". Palavras de Emanuel Lasker, campeão mundial de xadrez por 27 anos consecutivos.

Assim como no xadrez, um jogo de estratégia pura, o futebol, que também se baseia em estratégias, depende de erros em alguns momentos da partida para que a mesma ganhe em emoção. Continuando com outra citação:

"Nesta partida, algumas jogadas incorretas produzem lances brilhantes, terminando por um empate inédito". Palavras de Larry Evans, sobre uma partida entre Fischer e Keres.

Quiseram os deuses pseudo-onipotentes do futebol que o Flamengo ganhasse esta partida. Mas a verdade é que foi um puto de um jogo maluco. Sorte minha tê-lo assistido. Passei, em questão de minutos, da revolta e medo de sofrer uma goleada à expectativa do gol da vitória.

Assisti hoje dois times com meio campo e ataque de respeito, mas não têm defesa. Ou, pelo menos, hoje as defesas contribuíram com os ataques adversários. Quando se erra muito, ainda assim a partida é boa. O flamengo mostrou isso ao não desistir mesmo quando perdia por três gols de diferença.

Não existe uma receita para um jogo bom, mas se existisse, nenhum dos dois times desistir de buscar o gol, sem importar o placar, este seria um ingrediente especial.

Hoje eu vi um flamengo como raras vezes eu vi, jogando como jogou nas finais da supercopa de 93 contra o SPFC, ou como jogou contra o palmeiras nas finais da mercosul de 99, até mesmo contra o vasco no tri com gol do Pet. E não falo isso por semelhanças táticas ou esquemas de jogo. Cito essas partidas, tão raras atualmente, por nelas, assim como hoje, ter visto um flamengo com vontade de vencer não importando o adversário e não importando o placar.

E mais, não foi o santos que deu mole, foi o mengão que arrancou essa vitória na marra. Porque a turminha da vila também não queria perder, e jogaram pra ganhar. Podem não ter jogado tudo, mas aí só lamento.

Teve sorte o torcedor que viu o jogo de hoje, se eu soubesse que seria assim, teria ido ao litoral paulista para assistí-lo. Valeu uns 15 ingressos e uns 12 pontos na tabela de classisficação do brasileiro essa vitória.

Arrisco a dizer aqui, esta foi a melhor partida de futebol que vi nesses vinte anos que acompanho futebol. Por tudo que teve, entre erros e acertos, dribles e desarmes, chutes e cabeçadas. Foi bruto!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Futebol

Semana tensa...
pra quem não pensa.

Semana sem blog...
pra quem torce.

Semana sem zuar...
pra quem não deseja azar.

Semana de Flamengo...
como todas as outras.

Até a próxima.

sábado, 3 de julho de 2010

Don't cry for me Argentina.


Argentina e Alemanha parece até Brasil e França. Sabemos que é o favorito. Mas o chocolate vai pro outro endereço. Só resta rir deles mesmo.