No dia 19 de maio de 2021 o nosso meio-campista Willian Arão seguiu os passos de Léo Moura e outros trinta e seis jogadores rubro-negros antes deles e alcançou a marca de trezentas partidas com a camisa do Flamengo.
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quarta-feira, 23 de março de 2022
domingo, 19 de abril de 2020
Ranking da Placar.
Foi no início (março) do ano letivo de 1993 que a minha versão adolescente, um rubro-negro em formação ainda, conheceu a revista placar. Com aquela capa contendo uma foto de um par de mãos erguendo a Taça Libertadores da América em sua versão antes da atual.
Naquela versão da foto os próprios clubes campeões preenchiam os espaços adequados para as plaquinhas, por isso umas prateadas e outras douradas. Hoje é a conmebol quem o faz e trocou as placas para padronizá-las. Até então eu só sabia o que era Libertadores da América pela partida final do São Paulo contra o Newell's Old Boys no ano anterior. Não fazia ideia que o Flamengo (então atual campeão brasileiro) disputaria a edição daquele ano.
Em 1993, para se aprender sobre um assunto do qual pouco se sabia era necessário uma das três opções que seguem:
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Dois Centenários em menos de 117 anos...
"Pode isso Arnaldo?", diria o Galvão Bueno.
É o que acontece quando o esporte mais popular do país, atualmente, não coincide com o esporte mais popular do país nos anos seguintes à abolição da escravidão em solo brasileiro: o Remo.
Em consequência disso, no ano em que completa 117 anos de fundação, o Clube de Regatas do Flamengo comemora o centenário de seu departamento de futebol. Marcado pela realização de sua primeira partida.
C.R. Flamengo 15 x 2 Mangueira (RJ)
Campeonato Carioca - 1º Turno
03/05 - Estadio: Campos Sales - Rio de Janeiro
Time: Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Gilberto, Galo, Baiano,Arnaldo, Amarante, Gustavo e Borgerth.
Gols: Gustavo (5), Arnaldo (4), Amarante (4), Alberto Borgeth e Galo
Obs: Gustavo foi o autor do primeiro gol da história do clube.
Um verdadeiro chocolate, superado em apenas uma oportunidade. Pena não termos muitos detalhes a respeito desta partida.
Veja como era o uniforme naquela época:
Notem o Píndaro, terceiro da esquerda para a direita entre os que estão em pé, "vestindo" uma espécie de capacete. A bola tinha a costura para fora e, quando cabeceada, feria o atleta. Por isso o detalhe a mais entre o equipamento necessário à prática do esporte bretão recém chegado ao Brasil.
Pois é, mais detalhes você encontra na página dos cem anos do futebol rubro-negro. Um grande abraço aos que, assim como eu, consideram a data de hoje digna de lembrança.
segunda-feira, 26 de março de 2012
O número 37.
Que o número 37 não passa de mais um dos amplamente conhecidos e sem graças dos números primos não é novidade. Mas para o clube rubro-negro mais carismático entre os homo sapiens eu acabo de descobrir uma coincidência.
Esta é a quantidade de atletas do futebol masculino profissional que vestiram o manto sagrado em mais de 300 partidas oficiais. Dados segundo o Flapédia e o Flaestatísticas.
terça-feira, 13 de março de 2012
Uma saudade...
Como a maioria das crianças brasileiras, adorava jogar futebol ... e assistir, sempre que possível. Mas no dia 12 de julho de 1992, a pelada na quadra da escola ao lado da casa dos meus avós maternos ficou sem metade de seus jogadores após eu gritar que era hora da final do campeonato brasileiro de futebol.
Era só o segundo que eu acompanhei de verdade, jogo a jogo, catando jornal pra ler notícia na ausência de um canal de esportes voltado para o futebol. Fique até preocupado quando li uma reportagem dizendo que o Flamengo não ganhava uma final do Botafogo desde algum momento perdido antes dos tempos de um tal de Garrincha vestir a camisa deles.
O sujeito só esqueceu de falar que, nesse período todo, o Flamengo só perdera em 1989 o carioca, quando o Botafogo saíra de uma fila de 21 anos sem títulos. Pronto, mais um motivo de agonia para o desinformado. Mas final de campeonato é agoniante, de qualquer forma.
O menos mal é que Júnior, Nélio e Gaúcho fizeram de um jogo que prometia ser eletrizante, uma vitória "fácil", ainda bem.
Ficha da partida:
Flamengo 3 x 0 Botafogo (RJ)
Campeonato Brasileiro - 1º Jogo da Final
12/07 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Fabinho, Gotardo, Júnior Baiano, Piá, Uidemar, Júnior, Zinho, Júlio Cesar, Gaúcho e Nélio((Paulo Nunes)(Marcelinho)).
Gols: Júnior, Nélio e Gaúcho.
Vídeo com melhores momentos da partida:
O mais engraçado de tudo é que a posterior conquista do penta me despertou curiosidade de buscar informações sobre o tetra.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Jordan, uma homenagem.
Exatos sete dias atrás, faleceu uma pessoa desconhecida da maioria dos rubro-negros com menos de 50 anos de idade.
Jordan da Costa, lateral esquerdo do Flamengo entre janeiro de 1952 e setembro de 1963, marcou apenas três gols em 608 partidas vestindo o manto sagrado.
Sendo honesto, pouco sei sobre ele além do noticiado nos últimos dias. A diferença é que ouvi as histórias do meu pai, que o acompanhou ouvindo rádio.
Não tenho a pretensão de informar algo não veiculado nos grandes sites, revistas, jornais e etc. Minha intenção com esta postagem é mostrar como ele está distante em termos de números dos atletas do elenco atual do Flamengo. Seja pela lealdade e longevidade com a camisa do clube, seja pelo salário astronomicamente menor se comparado aos atuais.
Toda essa conversa de globalização e o velho e conhecido amadorismo de diretorias contribuem e muito para a efêmera permanência dos atletas nos elencos. Uma mostra de como isso se reflete nos números é a tabela abaixo com os seis jogadores do elenco atual com maior número de partidas pelo mengão.
Com números atualizados até ontem, dia 23 de fevereiro de 2012, apenas Léo Moura é nome com tradição de Flamengo mesmo. O próprio Renato Abreu caminha para isso, apesar de passear vez ou outra por alguns clubes.
A disparidade é tamanha, a ponto de encontrarmos hoje, em todo o elenco do futebol masculino profissional, apenas quatro jogadores com mais de 100 partidas com a camisa vermelha e preta tantas vezes usada por Jordan.
Para se ter uma noção de como isso mostra a rotatividade, cada clube disputa perto de 70 partidas oficiais a cada ano, considerando contusões e outros problemas como cartões amarelos e vermelhos, aceitemos que um jogador titular participe de cerca de 50 partidas.
É o caso do Léo Moura, perto de completar seus sétimo ano de casa e média (até aqui) de 54 partidas ao ano. Nesse raciocínio, a maioria nem tem dois anos de casa. Renato Abreu é outro que passa de cinco temporadas.
Para completar a comparação, temos abaixo uma tabela com os recordistas no quesito analisado.
Caso não sofra contusão grave, o Léo Moura precisaria jogar todas as partidas possíveis do Flamengo até o final de 2013 para entrar na lista dos dez que mais vezes tiveram a honra de vestir o manto sagrado.
Minhas fontes são o flaestatística (link aqui) e
link aqui.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Libertadores da América II.
Continuando o trabalho iniciado anteriormente, analisarei a questão futebolística da coisa.
Para tal, repetirei a mesma tabela.
Começo então de dois dados já citados no outro texto.
1) Desde 1992 temos, no mínimo, um clube brasileiro nas semi-finais. Com exceção de 1996, 2001 e 2004, desde 1992 temos um clube brasileiro, no mínimo, na final.
2) Obviamente, a partir do dado acima, nota-se temos um clube brasileiro, ao menos, na final desde 2005.
Mas este dados são apenas a ponta do iceberg.
Considero relevante analisar as últimas dez edições da libertadores. Por serem as edições coincidentes com a implantação dos pontos corridos no campeonato brasileiro.
Notoriamente, o sistema de pontos corridos mudou, mesmo que de forma passageira, a distribuição de forças entre os clubes. Temos aqueles que disputam a ponta da tabela e, junto dela, o título e a participação na libertadores no ano seguinte, como consolação para os não campeões.
Pois bem, assim sendo, eu vejo quatro categorias se formarem.
1) Os frequentadores, caso de São Paulo, Santos, Inter e Cruzeiro. Todos com boas campanhas desde o início dos pontos corridos, salvo uma ou outra edição em que apenas cumpriram tabela.
2) Os indecisos, caso de Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Alternam boas campanhas (algumas de título nacional) com fugas desesperadas de rebaixamento. Note que apenas os cariocas dessa lista não passearam pela segundona na última década. Após 2009, com exceção dos alviverdes, este grupo parece querer se confirmar como o da relação acima, mas só o tempo dirá.
3) Os turistas, caso de Vasco da Gama, Atlético PR, Coritiba, Paraná, Paysandu, Goiás, Sport, Paulista e Santo André. Devem suas únicas participações no certame internacional graças a uma conquista de copa do brasil ou uma rara boa campanha no campeonato brasileiro. Desses, vejo apenas o time da cruz de malta como capaz de mudar com certa facilidade sua classificação, passando a ser, até, um frequentador.
4) Os ausentes, caso de Botafogo, Bahia e Atlético MG, principalmente. Todos campeões brasileiros com participações na libertadores quase esquecidas na memória de nostálgicos torcedores.
Alguns clubes de renome nacional nem foram citados, serão incluídos entre os ausentes. Isto se deve a campanhas desastrosas nos torneios (ou da não participação nos mesmos) de acesso à libertadores ao longo dos últimos nove anos. Já é um intervalo de tempo considerável. É hora de alguns torcedores abrirem o olho.
Bom, é isso aí.
Se você tem algum dado novo para contribuir com este "artigo", mande um e-mail para paulosutil@hotmail.com ou deixe no espaço de comentários.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Libertadores da América.
Ontem, terça-feira, 07/02/2012 começou a fase de grupos da 53° edição da mais importante competição de clubes das Américas: a Taça Libertadores da América. Atualmente com nome de banco agregado, como é de se esperar, pois patrocínio é o que rende premiação, na forma de dinheiro, aos clubes de melhor desempenho.
E é de desempenho dos clubes brasileiros no torneio em toda sua história que pretendo abordar. Como já comentei em uma postagem anterior, só discuto futebol com números (de títulos ou não), são eles as nossas únicas evidências palpáveis, o resto é conversa fiada de boteco.
Pois bem, passeei por dois links do wikipédia a respeito da liberta e ampliei uma tabela que se encontrava no primeiro, a partir de dados que se encontravam no segundo. Daí, como dizem os gaúchos, surgiu a tabela abaixo:
SM = semi-final, PT = participações ao todo, PdPC = participações desde os pontos corridos (2003).
Notem que ela apresenta diferenças com a tabela do Milton Neves. Pois nela recebe bronze o semi-finalista que perde para o campeão. Não concordo com isso, considerei aqui o clube que disputou a semi-final, independente de perder para a equipe que veio a ser campeã ou vice.
Detalhes à parte. O que vejo de relevante nesses números?
Primeiro:
Ao contrário do propagandeado por aí, desde sempre os brasileiros deram importância ao torneio, nenhum clube entra em um torneio continental pensando em desistir dele nas semi-finais ou na final. Prova disso é a quantidade de semi-finais e finais disputadas por eles nos anos 60 e 70 e início dos anos 80.
Segundo:
Os clubes brasileiros se tornaram muito fortes desde 1992 no continente. Apresentando um ou outro, de acordo com o ano, desempenho digno de nota. Ou seja, desde que o São Paulo de Telê Santana conquistou a América pela primeira vez, no mínimo uma equipe brasileira chega à semi-final.
E vou além, com exceção de 1996, 2001 e 2004, tivemos no mínimo uma equipe brasileira na final da competição. De 1992 a 2011 são vinte disputas com dezessete finais e dez títulos.
"Apenas" 50% das últimas vinte edições terminaram em samba.
Terceiro:
Considerando os dados de 1960 até 1991, os argentinos contavam 15 conquistas contra 5 dos brasileiros, 8 dos uruguaios e 4 dos demais países.
Passadas duas décadas o cenário mudou para 22 conquistas argentinas, 15 brasileiras, 8 uruguaias (estacionaram... hihi) e 7 de outros países.
Parece que os clubes brasileiros, ou alguns deles, aprenderam a jogar e ganhar a liberta, sem qualquer medo de Independiente (7 títulos)
, Boca (6 títulos), Peñarol (5 títulos) e cia.
Quarto:
O que teria provocado tal reviravolta?
Aí meu caro, eu aponto a economia com fator principal. O pior período concentrou-se no fim dos anos 80. Quem era vivo, deve saber da quebradeira do governo Sarney, se não era, pergunte a seus pais.
Não cravo que a economia tenha melhorado a partir de 1992, foi coincidência o São Paulo montar um excelente time e que este tenha durado algum tempo, pois foi o último.
Penso que, a partir de 1995, com um ano de plano real, o clubes puderam reproduzir um pouco da melhora da economia. não que esta fosse grandes coisas, mas comparada com o fundo do poço de anos antes, devia ser a sétima maravilha do mundo.
A partir disso, a melhora econômica e seu reflexo no futebol foi constante, até culminar no seguinte dado. Que é apenas mais uma evidência de que o Brasil sobra na América Latina, seja no cenário econômico ou no clubístico.
Este texto continua... aqui.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
Campeonato Brasileiro II
Continuando a abordagem do tópico anterior sobre campeonato brasileiro e, atendendo aos pedidos incessantes do Henrique, apresentarei agora um gráfico com a evolução das médias dos clubes ano a ano.
Para esclarecimentos, os anos em que um ou mais dos grandes se encontraram ausentes da primeira divisão, não uso a média da segunda divisão. O clube fica de fora, apenas isso.
Eis o dito cujo:
Me chama a atenção que apenas em cinco ocasiões a média ultrapassou 30 mil pagantes. Três delas com o Flamengo, de 2007 a 2009 e as outras duas com Grêmio em 2008 e Atlético MG em 2009. Boas campanhas são premiadas com ótimos públicos em média para alguns clubes.
Isso explica também o fato de o Corinthians ter a melhor média do ano em quatro oportunidades, contra três do Flamengo, e ainda assim perder para o clube carioca no total dos anos.
Outro detalhe a chamar a atenção é o efeito Copa 2014, com as reformas no Maracanã e no Mineirão, as médias de Flamengo e Atlético MG despencaram, fato que se repetirá em 2012. Mas 2013 é uma incógnita, pois obra no Brasil é assim. Caso eles não fiquem prontos para junho de 2014, talvez nunca fiquem... zueira.
Bom, é isso aí. Lembro a todos que não inventei os números, tão pouco a matemática. Se não gostou deles, cobre dos seus amigos que moram na cidade do seu clube de coração.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Campeonato Brasileiro
Seguindo a salada de temas por mim proposta quando criei este blog, hoje falarei de um assunto sobre o qual gosto e muito de conversar com amigos e desconhecidos: futebol.
O problema de conversar sobre futebol com muitas pessoas, independente do time para o qual torcem ou da unidade da federação na qual morem, é o fato de muitos vomitarem asneiras clubísticas como adolescentes bêbados sem ao menos verificarem se o que falam é verdade.
Sendo assim, passei algumas horas desta tarde de quinta-feira em busca de dados. Dados estes que não se encontram disponíveis de acordos com os sites de busca. Procurei as médias de público dos campeonatos brasileiros de futebol profissional masculino realizados desde 2003. Escolho este ano como ponto de partida por ser o primeiro do ainda milagrosamente adotado pontos-corridos. Já se passaram nove temporadas consecutivas com a mesma fórmula de disputa. As oito últimas com a mesma quantidade de equipes rebaixadas e as seis últimas com a mesma quantidade de equipes na disputa.
Abaixo são apresentados os 25 clubes de maior média, entre parênteses se encontra o número de campeonatos disputados nesse período.
Chama a atenção a quantidade de equipes que pouco disputaram a primeira divisão, mas que, por pertencerem ao eixo norte-nordeste, seus torcedores alavancaram ótimas médias. Caso de Sport e Fortaleza. Mas como estou aqui para falar de quem permanece na primeira divisão e não de quem passeia por ela um ano aqui e outro ali, adaptei a tabela de modo a apresentar apenas aqueles com metade arredondada para cima de participações na elite do futebol brasileiro nos últimos nove anos.
Agora sim. Para aqueles que dizem "torcida de verdade é a que vai ao estádio", aí está um prato cheio.
Atleticanos, mesmo com uma torcida menos numerosa que a maioria dos outros grandes do país mostram um motivo para o galo mineiro ser chamado de grande, ainda que lhe falte taças importantes na sala de troféus.
Taças essas que sobram na galeria santista, mas não parecem ser o suficiente para convencer seus torcedores a frequentar em peso o estádio, cuja capacidade é 21.256 . Nem mesmo o "efeito Neymar" foi suficiente pra elevar a média do alvinegro praiano. As médias do Santos dos brasileiros de 2010 e 2011 são abaixo de sua média "histórica". Mas é algo que o tempo e um estádio maior podem mudar facilmente.
O São Paulo, cuja torcida é a terceira maior do país, parece ter torcedores que não gostam de ir ao estádio. Ou ir apenas "na boa". Nem os três títulos nacionais consecutivos atraíram os são-paulinos em maior quantidade aos estádios durante os últimos torneios de modo a elevar sua média.
Para encerrar, a dupla Flamengo e Corinthians apresenta números esperados delas, as duas maiores médias entre aqueles com muitas participações na primeira divisão. Some a isso o fato de o alvinegro ter a maior média em quatro (2004, 2005, 2010 e 2011) dos últimos nove anos, enquanto o rubro-negro teve três (2007, 2008 e 2009). Cruzeiro (2003) e Grêmio (2006) foram as "exceções".
É uma pena que as obras da copa de 2014 espalhadas pelo país "atrapalharão" em parte os números de alguns clubes. Mas a partir do campeonato nacional de 2014 teremos uma real ideia de como serão os desempenhos de cada clube nas arquibancadas.
Bom, para concluir, deixo um recado aos "contestadores". Todas a médias de qualquer clube estão disponíveis na grande rede, basta reuni-las em uma planilha e efetuar as operações necessárias para descobrir as médias totais.
Não concorda com meus dados? Ótimo, faça você mesmo, assim como eu fiz. Já procurei tanto por isso e nunca achei. Hoje eu cansei de procurar, "fui lá e fiz".
Esse texto, a pedido do Henrique (Ique) continua... aqui.
Esse texto, a pedido do Henrique (Ique) continua... aqui.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
30 anos da Conquista.
Hoje completam 30 anos (ou trinta voltas completas da terra em torno do sol) do dia que o Mengão dominou o mundo. Ou como alguns torcedores de clubes menos expressivos no futebol gostam de lembrar, conquistou o Intercontinental de Clubes contra o Liverpool.
Não entrarei em detalhes, pois pretendo abordar isso com mais para a frente.
Fica o meu parabéns para você meu Mengão. E o desejo de que está glória retorne brevemente e 2012.
Mengão sempre, por toda a minha e mesmo que me provem o contrário.... pois isto não acontecerá... hehehe
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Flamengo Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 2011
Se você não acompanhou a série de posts que eu publiquei sobre os confrontos entre cariocas e paulistas durante o campeonato brasileiro de 2011, não se preocupe, eu explico.
Como o Torneio Rio-São Paulo se encontra provisoriamente extinto, muito devido ao calendário absurdo do futebol brasileiro, eu resolvi computar em uma tabela à parte apenas as partidas entre cariocas e paulistas e também os clássicos regionais de RJ e SP. Como se fosse um campeonato em pontos corridos. Assumi os critérios idênticos aos do brasileirão.
E o resultado segue abaixo:
O Fla chegou à última rodada "disputando" com Vasco e Botafogo o "título". Mas com três empates nos clássicos e uma única vitória do lanterna São Paulo sobre o Santos, nada de significativo se alterou na tabela.
Pretendo nessas férias apresentar os resultados dos torneios referentes aos brasileiros de pontos corridos anteriores (2003 a 2010). Veremos quem se saiu melhor.
Como o Torneio Rio-São Paulo se encontra provisoriamente extinto, muito devido ao calendário absurdo do futebol brasileiro, eu resolvi computar em uma tabela à parte apenas as partidas entre cariocas e paulistas e também os clássicos regionais de RJ e SP. Como se fosse um campeonato em pontos corridos. Assumi os critérios idênticos aos do brasileirão.
E o resultado segue abaixo:
O Fla chegou à última rodada "disputando" com Vasco e Botafogo o "título". Mas com três empates nos clássicos e uma única vitória do lanterna São Paulo sobre o Santos, nada de significativo se alterou na tabela.
Pretendo nessas férias apresentar os resultados dos torneios referentes aos brasileiros de pontos corridos anteriores (2003 a 2010). Veremos quem se saiu melhor.
domingo, 7 de agosto de 2011
Partida Histórica
Na noite deste último sábado, dia 6 de agosto de 2011, os torcedores que foram ao Engenhão presenciaram a turma de R10 e TN7 fazer história.
A primeira delas e menos importante, a maior série invicta do Flamnego em um início de Campeonato Brasileiro, são 15 partidas. Agora o Fla pode buscar alcançar os feitos do Atlético MG de 1977, com 21 partídas invicto e um vicecampeonato brasileiro também invicto; o Internacional de 1979, com 23 partidas invicto e o único campeão brasileiro desde 1971 invicto; e, por fim, o Botafogo de 1978, com 24 partidas de invencibilidade. Faltan nove partidas pro recorde absoluto e duvido que alcance, mas quem sabe.
Outro detalhe sobre estas 15 partidas invicto é que o Fla se encontra a apenas três partidas de igualar os feitos do Atlético PR de 2004 e do São Paulo de 2008, que conseguiram permanecer 18 partidas sem perder duarante campeonato da era "pontos corridos".
Agora o mais importante: ontem o Fla jogou a sua partida oficial (que obedece as regras do futebol impostas pela FIFA) de número 5653, alcançando a vitória de número 3000, contra 1319 empates e 1333 derrotas. São 53,07% de triunfos nestes quase cem anos de departamento de futebol do mais querido. O gol marcado pelo cruel ontem foi o de número 11428 contra 4630 gols sofridos.
É isso aí mengão 3000 vitórias, parabéns.
Ficha da vitória 3000:
C.R.Flamengo 1x0 Coritiba (PR)
Campeonato Brasileiro
06/08/2011 - Estádio: Engenhão - Rio de Janeiro
Time: Felipe, Léo Moura, Wellington, Luiz Philipe (Bottinelli), Davi, Willians, Junior Cesar, Thiago Neves (Diego Mauricio), Ronaldinho Gaúcho, Deivid (Jael) e Renato Abreu.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gol: Jael
Ficha da vitória 3000:
C.R.Flamengo 1x0 Coritiba (PR)
Campeonato Brasileiro
06/08/2011 - Estádio: Engenhão - Rio de Janeiro
Time: Felipe, Léo Moura, Wellington, Luiz Philipe (Bottinelli), Davi, Willians, Junior Cesar, Thiago Neves (Diego Mauricio), Ronaldinho Gaúcho, Deivid (Jael) e Renato Abreu.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gol: Jael
P.S.1: Esses números não saíram do popular "suvaco". Saíram da atualização feita por mim mesmo de dados até dezembro de 2009 do site FLAESTATÍSTICA. Lá é uma ótima referência, principalmente sobre os critérios para se determinar quais partidas ignorar e quais utilizar.
P.S.2: A vitórias de número 1000 e 2000 são descritas abaixo:
Vitória 1000
C.R. Flamengo 3 x 2 Santos (SP)
Torneio Rio-São Paulo
09/03/1958 - Estadio: Pacaembu - São Paulo
Time: Fernando, Joubert, Pavão, Jadir, Dequinha, Jordan, Joel, Moacir, Henrique (Luís Carlos), Dida (Duca) e Zagalo (Babá).
Gols: Henrique, Dida e Duca
Vitória 2000
C.R. Flamengo 3 x 2 Operário (MT)
Campeonato Brasileiro
08/02/1984 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Fillol, Leandro (Heitor), Figueiredo, Mozer, Júnior, Andrade, Adilio, Tita, Lúcio (Lico), Nunes e João Paulo.
Gols: Tita, Mozer e Nunes.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Jogo para sempre...
A citação abaixo eu tirei de um livro de xadrez:
"Quando dois adversários de igual força jogam corretamente, a partida raramente tem conteúdo e frequentemente termina empatada". Palavras de Emanuel Lasker, campeão mundial de xadrez por 27 anos consecutivos.
Assim como no xadrez, um jogo de estratégia pura, o futebol, que também se baseia em estratégias, depende de erros em alguns momentos da partida para que a mesma ganhe em emoção. Continuando com outra citação:
"Nesta partida, algumas jogadas incorretas produzem lances brilhantes, terminando por um empate inédito". Palavras de Larry Evans, sobre uma partida entre Fischer e Keres.
Quiseram os deuses pseudo-onipotentes do futebol que o Flamengo ganhasse esta partida. Mas a verdade é que foi um puto de um jogo maluco. Sorte minha tê-lo assistido. Passei, em questão de minutos, da revolta e medo de sofrer uma goleada à expectativa do gol da vitória.
Assisti hoje dois times com meio campo e ataque de respeito, mas não têm defesa. Ou, pelo menos, hoje as defesas contribuíram com os ataques adversários. Quando se erra muito, ainda assim a partida é boa. O flamengo mostrou isso ao não desistir mesmo quando perdia por três gols de diferença.
Não existe uma receita para um jogo bom, mas se existisse, nenhum dos dois times desistir de buscar o gol, sem importar o placar, este seria um ingrediente especial.
Hoje eu vi um flamengo como raras vezes eu vi, jogando como jogou nas finais da supercopa de 93 contra o SPFC, ou como jogou contra o palmeiras nas finais da mercosul de 99, até mesmo contra o vasco no tri com gol do Pet. E não falo isso por semelhanças táticas ou esquemas de jogo. Cito essas partidas, tão raras atualmente, por nelas, assim como hoje, ter visto um flamengo com vontade de vencer não importando o adversário e não importando o placar.
E mais, não foi o santos que deu mole, foi o mengão que arrancou essa vitória na marra. Porque a turminha da vila também não queria perder, e jogaram pra ganhar. Podem não ter jogado tudo, mas aí só lamento.
Teve sorte o torcedor que viu o jogo de hoje, se eu soubesse que seria assim, teria ido ao litoral paulista para assistí-lo. Valeu uns 15 ingressos e uns 12 pontos na tabela de classisficação do brasileiro essa vitória.
Arrisco a dizer aqui, esta foi a melhor partida de futebol que vi nesses vinte anos que acompanho futebol. Por tudo que teve, entre erros e acertos, dribles e desarmes, chutes e cabeçadas. Foi bruto!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Sobre 27 de maio de 2001
Ontem, sexta-feira, o gol de falta do Pet fez dez anos.
Depois de mais de noventa minutos de agonia e expectativa frustrada pelas tentativas em vão de criar de uma diferença de dois gols contra o vasquinho, decidi que aquela cobrança de falta que originou o gol, eu não veria.
Passei aqueles segundos que antecederam o gol, sem saber, obviamente, que seria, encostado ao lado de um guardarroupa no quarto do alojamento onde morei na UFV.
Anos depois, descobri no youtube a seguinte versão do gol narrada por Luiz Penido, da Rádio Tupi. Algo recheado de emoção e contagiante por natureza.
Mais contagiante ainda foi a reação do Zagallo.
De todos os títulos do Flamengo que eu presenciei e comemorei, esse sem dúvida, assim como o brasileiro de 2009 são os melhores.
Por curiosidade, seguem abaixo os títulos que eu vi o Flamengo ganhar:
Estaduais: 1991, 1996, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2009 e 2011.
Copas do Brasil: 1990 e 2006.
Campeonatos Brasileiros: 1992 e 2009.
Copa Mercosul*: 1999.
*Para os desavisados, essa é a versão de 1999 daquilo que um dia foi Supercopa e hoje é chamada de Sulamericana.
É isso aí, 10 anos de algo incrível.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Acima de Tudo Rubro-negro!
Depois de uma semana em silêncio aguardando a decisão da Taça Rio contra o time da camisa feiona, posso agora comemorar e cornetar.
Particularmente, odeio cantar vitória antes da hora. Aliás, odeio quem canta vitória antes da hora. Quem faz isso pede pra ser zuado no dia seguinte à derrota, caso ela aconteça, é claro. Exemplo disso são meus alunos cruzeirenses, principalmente em 2009, na libertadores. Só poupei de zuar um cruzeirense que eu conheço, isso mesmo por ser o dia da final o aniversário dele.
Mas como esse texto é sobre Flamengo, não perderei mais tempo falando de marias. Citarei uma frase que se encontra no encarte do disco comemorativo ao centenário do Clube de Regatas do Flamengo.
"O Flamengo, era o que dizia grave e enfaticamente o pessoal do Rio Branco, não precisava de time pra conquistar um campeonato. bastava-lhe a camisa. Onze paus de vassoura com camisas do Flamengo seriam irresistíveis".
Cito esta parte de um ítem comemorativo do fatídico 1995 justamente pelo fato de, naquele ano, ser o Luxemburgo o técnico. De este técnico ter sob seu comando um craque repatriado no ano seguinte ao de uma copa do mundo de futebol. De esse cara conseguir o mais difícil, um time jogando mal ser campeão invicto.
De qualquer maneira, serviu pra criar confiança, saber que, mesmo mal, o time é capaz. Agora é lutar pela Copa do Brasil.
Eu sou Flamengo até morrer...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Futebol
Semana tensa...
pra quem não pensa.
Semana sem blog...
pra quem torce.
Semana sem zuar...
pra quem não deseja azar.
Semana de Flamengo...
como todas as outras.
Até a próxima.
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Imortais!
Tá certo que o apelido é do Grêmio de Footbball Porto Alegrense.
Mas arrisco a dizer que o Clube de Regatas do Flamengo não é imortal... é para sempre... hauhauhauha.
Homenagem ao que seria o centésimo décimo aniversário de José Lins do Rego.
Um é imortal, o outro para sempre.
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