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terça-feira, 28 de abril de 2020

Ranking da Placar... parte três.

Hoje, vinte e oito de abril de dois mil e vinte, 27 anos depois de eu conhecer o ranking da placar, o mundo deu suas voltas (ou capotou, se é que você entenderá a referência). Torneios foram extintos, outros foram criados em substituição. Alguns surgiram do nada e não vingaram, outros sim. Temos um novo neste ano que já existiu por dois anos e retornou.

Creio que hoje a conta é mais simples. Os clubes brasileiros (no mínimo parte deles) podem disputar cinco categorias de torneio: mundial, continental, nacional, regional e estadual.

De nível mundial existe apenas um e é organizado pela "Dona" FIFA: o Mundial de Clubes. Herdeiro natural do Intercontinental de Clubes que foi disputado entre europeus e sul-americanos de 1960 a 2004. Óbvio que são torneios diferentes, principalmente se o seu time não venceu um intercontinental. Os dois recebem a mesma pontuação: 25 pontos.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Libertadores do Galo

O Clube Atlético Mineiro está de Parabéns, conquistou na noite desta quarta-feira a primeira libertadores de sua história. A terceira do estado de Minas Gerais e a décima sétima de um clube brasileiro. O Galo é o décimo clube brasileiro a alcançar tal feito.

Pela primeira vez o Brasil emplaca quatro campões consecutivos, igualando os feitos de Racing (1967) somado ao Estudiantes (1968 a 1970) e do Independiente (1972 a 1975). Jamais um país teve cinco campeões consecutivos.

Agora o mapa da Libertadores ficou assim:


Entre os grandes clubes brasileiros, a zoeira dos torcedores recai sobre os dois que ainda não conquistaram este torneio continental: Fluminense e Botafogo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O novo mapa da Libertadores...


Atualizando informações presentes em postagens anteriores, como esta aqui, o novo mapa da libertadores começa por uma tabela atualizada.

SM = semi-finais
PT = participações totais
PdPC = participações depois do início do campeonato brasileiro de pontos corridos

Com a recente conquista corintiana, temos um total de nove clubes brasileiros campeões da libertadores. Todos eles pertencentes ao seleto grupo dos 12 maiores. Ainda sonham fazer parte dessa turma, torcedores de Fluminense (vice em 2008), Botafogo (semifinalista de 1963) e Atlético - MG, que nunca chegou às fases decisivas da competição.


Dos três que restam, o tricolor das Laranjeiras parece ser aquele que mudará de categoria em pouco tempo. Devido a frequentes participações, consistentes por sinal, bom elenco e afins.

Agora brasileiros somam 16 títulos contra 22 argentinos e 8 uruguaios. Os demais países somam 7. É a terceira conquista brasileira consecutiva. É apenas a segunda vez apenas que o Brasil tem a hegemonia continental por três anos consecutivos. Em 1997, 1998 e 1999, Cruzeiro, Vasco e Palmeiras, respectivamente, realizaram juntos este feito.

A edição de 2012 foi o oitavo ano seguido com ao menos um clube brasileiro na final. A 18° final com um brasileiro ao menos desde 1992 e o 11° título. Ainda considerando a contagem a partir de 1992, todas as edições do torneio desde então contaram com ao menos um clube brasileiro nas semi-finais.

A libertadores está cada vez mais com cara de samba e menos de tango. Veja os diagramas:





Em 21 anos anos o retrospecto brasileiro é mais que o dobro dos primeiros 32 anos. Uma gritante diferença quanto ao nosso desempenho e a notável "saída" de cena dos uruguaios.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Libertadores da América II.

Continuando o trabalho iniciado anteriormente, analisarei a questão futebolística da coisa.

Para tal, repetirei a mesma tabela.


Começo então de dois dados já citados no outro texto.

1) Desde 1992 temos, no mínimo, um clube brasileiro nas semi-finais. Com exceção de 1996, 2001 e 2004, desde 1992 temos um clube brasileiro, no mínimo, na final.

2) Obviamente, a partir do dado acima, nota-se temos um clube brasileiro, ao menos, na final desde 2005.

Mas este dados são apenas a ponta do iceberg.

Considero relevante analisar as últimas dez edições da libertadores. Por serem as edições coincidentes com a implantação dos pontos corridos no campeonato brasileiro.

Notoriamente, o sistema de pontos corridos mudou, mesmo que de forma passageira, a distribuição de forças entre os clubes. Temos aqueles que disputam a ponta da tabela e, junto dela, o título e a participação na libertadores no ano seguinte, como consolação para os não campeões.

Pois bem, assim sendo, eu vejo quatro categorias se formarem.

1) Os frequentadores, caso de São Paulo, Santos, Inter e Cruzeiro. Todos com boas campanhas desde o início dos pontos corridos, salvo uma ou outra edição em que apenas cumpriram tabela.

2) Os indecisos, caso de Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Alternam boas campanhas (algumas de título nacional) com fugas desesperadas de rebaixamento. Note que apenas os cariocas dessa lista não passearam pela segundona na última década. Após 2009, com exceção dos alviverdes, este grupo parece querer se confirmar como o da relação acima, mas só o tempo dirá.

3) Os turistas, caso de Vasco da Gama, Atlético PR, Coritiba, Paraná, Paysandu, Goiás, Sport, Paulista e Santo André. Devem suas únicas participações no certame internacional graças a uma conquista de copa do brasil ou uma rara boa campanha no campeonato brasileiro. Desses, vejo apenas o time da cruz de malta como capaz de mudar com certa facilidade sua classificação, passando a ser, até, um frequentador.

4) Os ausentes, caso de Botafogo, Bahia e Atlético MG, principalmente. Todos campeões brasileiros com participações na libertadores quase esquecidas na memória de nostálgicos torcedores.

Alguns clubes de renome nacional nem foram citados, serão incluídos entre os ausentes. Isto se deve a campanhas desastrosas nos torneios (ou da não participação nos mesmos) de acesso à libertadores ao longo dos últimos nove anos. Já é um intervalo de tempo considerável. É hora de alguns torcedores abrirem o olho.


Bom, é isso aí.

Se você tem algum dado novo para contribuir com este "artigo", mande um e-mail para paulosutil@hotmail.com ou deixe no espaço de comentários.







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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Libertadores da América.


Ontem, terça-feira, 07/02/2012 começou a fase de grupos da 53° edição da mais importante competição de clubes das Américas: a Taça Libertadores da América. Atualmente com nome de banco agregado, como é de se esperar, pois patrocínio é o que rende premiação, na forma de dinheiro, aos clubes de melhor desempenho.

E é de desempenho dos clubes brasileiros no torneio em toda sua história que pretendo abordar. Como já comentei em uma postagem anterior, só discuto futebol com números (de títulos ou não), são eles as nossas únicas evidências palpáveis, o resto é conversa fiada de boteco.

Pois bem, passeei por dois links do wikipédia a respeito da liberta e ampliei uma tabela que se encontrava no primeiro, a partir de dados que se encontravam no segundo. Daí, como dizem os gaúchos, surgiu a tabela abaixo:



SM = semi-final, PT = participações ao todo, PdPC = participações desde os pontos corridos (2003).

Notem que ela apresenta diferenças com a tabela do Milton Neves. Pois nela recebe bronze o semi-finalista que perde para o campeão. Não concordo com isso, considerei aqui o clube que disputou a semi-final, independente de perder para a equipe que veio a ser campeã ou vice.

Detalhes à parte. O que vejo de relevante nesses números?

Primeiro:

Ao contrário do propagandeado por aí, desde sempre os brasileiros deram importância ao torneio, nenhum clube entra em um torneio continental pensando em desistir dele nas semi-finais ou na final. Prova disso é a quantidade de semi-finais e finais disputadas por eles nos anos 60 e 70 e início dos anos 80.

Segundo:

Os clubes brasileiros se tornaram muito fortes desde 1992 no continente. Apresentando um ou outro, de acordo com o ano, desempenho digno de nota. Ou seja, desde que o São Paulo de Telê Santana conquistou a América pela primeira vez, no mínimo uma equipe brasileira chega à semi-final.

E vou além, com exceção de 1996, 2001 e 2004, tivemos no mínimo uma equipe brasileira na final da competição. De 1992 a 2011 são vinte disputas com dezessete finais e dez títulos.

"Apenas" 50% das últimas vinte edições terminaram em samba.


Terceiro:

Considerando os dados de 1960 até 1991, os argentinos contavam 15 conquistas contra 5 dos brasileiros, 8 dos uruguaios e 4 dos demais países.

Passadas duas décadas o cenário  mudou para 22 conquistas argentinas, 15 brasileiras, 8 uruguaias (estacionaram... hihi) e 7 de outros países.

Parece que os clubes brasileiros, ou alguns deles, aprenderam a jogar e ganhar a liberta, sem qualquer medo de Independiente (7 títulos) , Boca (6 títulos), Peñarol (5 títulos) e cia.

Quarto:

O que teria provocado tal reviravolta?

Aí meu caro, eu aponto a economia com fator principal. O pior período concentrou-se no fim dos anos 80. Quem era vivo, deve saber da quebradeira do governo Sarney, se não era, pergunte a seus pais.

Não cravo que a economia tenha melhorado a partir de 1992, foi coincidência o São Paulo montar um excelente time e que este tenha durado algum tempo, pois foi o último.

Penso que, a partir de 1995, com um ano de plano real, o clubes puderam reproduzir um pouco da melhora da economia. não que esta fosse grandes coisas, mas comparada com o fundo do poço de anos antes, devia ser a sétima maravilha do mundo.

A partir disso, a melhora econômica e seu reflexo no futebol foi constante, até culminar no seguinte dado. Que é apenas mais uma evidência de que o Brasil sobra na América Latina, seja no cenário econômico ou no clubístico.



Este texto continua... aqui.





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