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terça-feira, 28 de abril de 2020

Ranking da Placar... parte três.

Hoje, vinte e oito de abril de dois mil e vinte, 27 anos depois de eu conhecer o ranking da placar, o mundo deu suas voltas (ou capotou, se é que você entenderá a referência). Torneios foram extintos, outros foram criados em substituição. Alguns surgiram do nada e não vingaram, outros sim. Temos um novo neste ano que já existiu por dois anos e retornou.

Creio que hoje a conta é mais simples. Os clubes brasileiros (no mínimo parte deles) podem disputar cinco categorias de torneio: mundial, continental, nacional, regional e estadual.

De nível mundial existe apenas um e é organizado pela "Dona" FIFA: o Mundial de Clubes. Herdeiro natural do Intercontinental de Clubes que foi disputado entre europeus e sul-americanos de 1960 a 2004. Óbvio que são torneios diferentes, principalmente se o seu time não venceu um intercontinental. Os dois recebem a mesma pontuação: 25 pontos.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Ranking da Placar... parte dois.

Como você deve imaginar, em um ranking se organiza os elementos obedecendo a uma certa hierarquia. No caso do ranking placar, os títulos conquistados pelos clubes recebem pontos de acordo com a importância os respectivos campeonatos possuem.

A ideia me pareceu surpreendente no momento em que tomei conhecimento de sua existência. Muito pelo fato de eu não ter desenvolvido a rivalidade com torcedores de outras equipes. Então não sentia necessidade de comparar títulos rubro-negros em suas quantidades e qualidades. Mas isto não demorou a acontecer, pois a escola e a convivência com outros torcedores garantiu isto rapidamente.

A princípio foi motivo de muito orgulho notar que o Flamengo era o líder de momento. Ao ler os detalhes e conhecer as conquistas dos outros clubes, que ainda não tomava por rivais, notei alguns títulos que não existiam mais. Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa recebiam pontos como Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Rio-São Paulo foi esquecido e retornou justamente em 1993, com pontuação inferior a de um campeonato paulista ou de um carioca.

terça-feira, 13 de março de 2012

Uma saudade...

Como a maioria das crianças brasileiras, adorava jogar futebol ... e assistir, sempre que possível. Mas no dia 12 de julho de 1992, a pelada na quadra da escola ao lado da casa dos meus avós maternos ficou sem metade de seus jogadores após eu gritar que era hora da final do campeonato brasileiro de futebol.

Era só o segundo que eu acompanhei de verdade, jogo a jogo, catando jornal pra ler notícia na ausência de um canal de esportes voltado para o futebol. Fique até preocupado quando li uma reportagem dizendo que o Flamengo não ganhava uma final do Botafogo desde algum momento perdido antes dos tempos de um tal de Garrincha vestir a camisa deles.

O sujeito só esqueceu de falar que, nesse período todo, o Flamengo só perdera em 1989 o carioca, quando o Botafogo saíra de uma fila de 21 anos sem títulos. Pronto, mais um motivo de agonia para o desinformado. Mas final de campeonato é agoniante, de qualquer forma.

O menos mal é que Júnior, Nélio e Gaúcho fizeram de um jogo que prometia ser eletrizante, uma vitória "fácil", ainda bem.

Ficha da partida:

Flamengo 3 x 0 Botafogo (RJ)
Campeonato Brasileiro - 1º Jogo da Final
12/07 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Fabinho, Gotardo, Júnior Baiano, Piá, Uidemar, Júnior, Zinho, Júlio Cesar, Gaúcho e Nélio((Paulo Nunes)(Marcelinho)).
Gols: Júnior, Nélio e Gaúcho.

Vídeo com melhores momentos da partida:


O mais engraçado de tudo é que a posterior conquista do penta me despertou curiosidade de buscar informações sobre o tetra.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Campeonato Brasileiro II

Continuando a abordagem do tópico anterior sobre campeonato brasileiro e, atendendo aos pedidos incessantes do Henrique, apresentarei agora um gráfico com a evolução das médias dos clubes ano a ano.

Para esclarecimentos, os anos em que um ou mais dos grandes se encontraram ausentes da primeira divisão, não uso a média da segunda divisão. O clube fica de fora, apenas isso.

Eis o dito cujo:


Me chama a atenção que apenas em cinco ocasiões a média ultrapassou 30 mil pagantes. Três delas com o Flamengo, de 2007 a 2009 e as outras duas com Grêmio em 2008 e Atlético MG em 2009. Boas campanhas são premiadas com ótimos públicos em média para alguns clubes.

Isso explica também o fato de o Corinthians ter a melhor média do ano em quatro oportunidades, contra três do Flamengo, e ainda assim perder para o clube carioca no total dos anos.

Outro detalhe a chamar a atenção é o efeito Copa 2014, com as reformas no Maracanã e no Mineirão, as médias de Flamengo e Atlético MG despencaram, fato que se repetirá em 2012. Mas 2013 é uma incógnita, pois obra no Brasil é assim. Caso eles não fiquem prontos para junho de 2014, talvez nunca fiquem... zueira.

Bom, é isso aí. Lembro a todos que não inventei os números, tão pouco a matemática. Se não gostou deles, cobre dos seus amigos que moram na cidade do seu clube de coração.





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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Campeonato Brasileiro

Seguindo a salada de temas por mim proposta quando criei este blog, hoje falarei de um assunto sobre o qual gosto e muito de conversar com amigos e desconhecidos: futebol.


O problema de conversar sobre futebol com muitas pessoas, independente do time para o qual torcem ou da unidade da federação na qual morem, é o fato de muitos vomitarem asneiras clubísticas como adolescentes bêbados sem ao menos verificarem se o que falam é verdade.

Sendo assim, passei algumas horas desta tarde de quinta-feira em busca de dados. Dados estes que não se encontram disponíveis de acordos com os sites de busca. Procurei as médias de público dos campeonatos brasileiros de futebol profissional masculino realizados desde 2003. Escolho este ano como ponto de partida por ser o primeiro do ainda milagrosamente adotado pontos-corridos. Já se passaram nove temporadas consecutivas com a mesma fórmula de disputa. As oito últimas com a mesma quantidade de equipes rebaixadas e as seis últimas com a mesma quantidade de equipes na disputa.

Abaixo são apresentados os 25 clubes de maior média, entre parênteses se encontra o número de campeonatos disputados nesse período.


Chama a atenção a quantidade de equipes que pouco disputaram a primeira divisão, mas que, por pertencerem ao eixo norte-nordeste, seus torcedores alavancaram ótimas médias. Caso de Sport e Fortaleza. Mas como estou aqui para falar de quem permanece na primeira divisão e não de quem passeia por ela um ano aqui e outro ali, adaptei a tabela de modo a apresentar apenas aqueles com metade arredondada para cima de participações na elite do futebol brasileiro nos últimos nove anos.


Agora sim. Para aqueles que dizem "torcida de verdade é a que vai ao estádio", aí está um prato cheio.

Atleticanos, mesmo com uma torcida menos numerosa que a maioria dos outros grandes do país mostram um motivo para o galo mineiro ser chamado de grande, ainda que lhe falte taças importantes na sala de troféus.

Taças essas  que sobram na galeria santista, mas não parecem ser o suficiente para convencer seus torcedores a frequentar em peso o estádio, cuja capacidade é 21.256 . Nem mesmo o "efeito Neymar" foi suficiente pra elevar a média do alvinegro praiano. As médias do Santos dos brasileiros de 2010 e 2011 são abaixo de sua média "histórica". Mas é algo que o tempo e um estádio maior podem mudar facilmente.

O São Paulo, cuja torcida é a terceira maior do país, parece ter torcedores que não gostam de ir ao estádio. Ou ir apenas "na boa". Nem os três títulos nacionais consecutivos atraíram os são-paulinos em maior quantidade aos estádios durante os últimos torneios de modo a elevar sua média.

Para encerrar, a dupla Flamengo e Corinthians apresenta números esperados delas, as duas maiores médias entre aqueles com muitas participações na primeira divisão. Some a isso o fato de o alvinegro ter a maior média em quatro (2004, 2005, 2010 e 2011) dos últimos nove anos, enquanto o rubro-negro teve três (2007, 2008 e 2009). Cruzeiro (2003) e Grêmio (2006) foram as "exceções".

É uma pena que as obras da copa de 2014 espalhadas pelo país "atrapalharão" em parte os números de alguns clubes. Mas a partir do campeonato nacional de 2014 teremos uma real ideia de como serão os desempenhos de cada clube nas arquibancadas.

Bom, para concluir, deixo um recado aos "contestadores". Todas a médias de qualquer clube estão disponíveis na grande rede, basta reuni-las em uma planilha e efetuar as operações necessárias para descobrir as médias totais.

Não concorda com meus dados? Ótimo, faça você mesmo, assim como eu fiz. Já procurei tanto por isso e nunca achei. Hoje eu cansei de procurar, "fui lá e fiz".


Esse texto, a pedido do Henrique (Ique) continua... aqui.








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