domingo, 12 de fevereiro de 2012

Libertadores da América II.

Continuando o trabalho iniciado anteriormente, analisarei a questão futebolística da coisa.

Para tal, repetirei a mesma tabela.


Começo então de dois dados já citados no outro texto.

1) Desde 1992 temos, no mínimo, um clube brasileiro nas semi-finais. Com exceção de 1996, 2001 e 2004, desde 1992 temos um clube brasileiro, no mínimo, na final.

2) Obviamente, a partir do dado acima, nota-se temos um clube brasileiro, ao menos, na final desde 2005.

Mas este dados são apenas a ponta do iceberg.

Considero relevante analisar as últimas dez edições da libertadores. Por serem as edições coincidentes com a implantação dos pontos corridos no campeonato brasileiro.

Notoriamente, o sistema de pontos corridos mudou, mesmo que de forma passageira, a distribuição de forças entre os clubes. Temos aqueles que disputam a ponta da tabela e, junto dela, o título e a participação na libertadores no ano seguinte, como consolação para os não campeões.

Pois bem, assim sendo, eu vejo quatro categorias se formarem.

1) Os frequentadores, caso de São Paulo, Santos, Inter e Cruzeiro. Todos com boas campanhas desde o início dos pontos corridos, salvo uma ou outra edição em que apenas cumpriram tabela.

2) Os indecisos, caso de Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Alternam boas campanhas (algumas de título nacional) com fugas desesperadas de rebaixamento. Note que apenas os cariocas dessa lista não passearam pela segundona na última década. Após 2009, com exceção dos alviverdes, este grupo parece querer se confirmar como o da relação acima, mas só o tempo dirá.

3) Os turistas, caso de Vasco da Gama, Atlético PR, Coritiba, Paraná, Paysandu, Goiás, Sport, Paulista e Santo André. Devem suas únicas participações no certame internacional graças a uma conquista de copa do brasil ou uma rara boa campanha no campeonato brasileiro. Desses, vejo apenas o time da cruz de malta como capaz de mudar com certa facilidade sua classificação, passando a ser, até, um frequentador.

4) Os ausentes, caso de Botafogo, Bahia e Atlético MG, principalmente. Todos campeões brasileiros com participações na libertadores quase esquecidas na memória de nostálgicos torcedores.

Alguns clubes de renome nacional nem foram citados, serão incluídos entre os ausentes. Isto se deve a campanhas desastrosas nos torneios (ou da não participação nos mesmos) de acesso à libertadores ao longo dos últimos nove anos. Já é um intervalo de tempo considerável. É hora de alguns torcedores abrirem o olho.


Bom, é isso aí.

Se você tem algum dado novo para contribuir com este "artigo", mande um e-mail para paulosutil@hotmail.com ou deixe no espaço de comentários.







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2 comentários:

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