Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Imponderável...

Ontem, 15 de março de 2012, o imponderável, o espanto, o Sobrenatural de Almeida ou os três juntos passearam pelo engenhão. Fiquei chateado por eles aparecerem contra, mas quando aparecem a favor ficamos satisfeitos ou, no mínimo, orgulhosos dos 11 que vestem o manto sagrado.

Exemplo disso é a ficha da partida abaixo:

C.R. Flamengo 3 x 4 Santos (SP)
Torneio Rio-São Paulo
27/07 - Estadio: Vila Belmiro - Santos - SP
Time: Gilmar, Charles Guerreiro (Fabio Baiano), Júnior Baiano, Rogério, Piá, Fabinho, Marquinhos, Júlio Cesar (Paulo Nunes), Luís Antonio, Renato e Nélio.
Gols: Renato (2) e Paulo Nunes. 
Público: 10.160

Infelizmente não há lances do jogo disponíveis na grande rede, procurei e muito e nada achei.

Entre as partidas postadas até aqui, esta é a terceira, a segunda derrota. Poucas vezes senti tanto orgulho de ser flamenguista como nessa partida.

Ao Flamengo bastava um empate e estaríamos na final do Torneio RJ-SP de 1993, mas uma série de vacilos da equipe durante o jogo e uma competência santista deram uma sonora goleada alvinegra até os 42 do segundo tempo.

Aí os "deuses" do futebol resolveram que, enquanto aquele jogo durasse, seria inesquecível, pelo menos para mim. A partida foi encerrada aos 47 do segundo tempo. Em cinco minutos, Renato Gaúcho e Paulo Nunes marcaram três gols.


É verdade que não impediram a derrota, mas não importa, mostraram em cinco minutos do que eram capazes o imponderável, o espanto e o Sobrenatural de Almeida juntos.

Uma derrota sim, mas uma derrota com esforço, entrega e garra, elementos que já foram típicos de todo jogador rubro-negro.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Libertadores da América II.

Continuando o trabalho iniciado anteriormente, analisarei a questão futebolística da coisa.

Para tal, repetirei a mesma tabela.


Começo então de dois dados já citados no outro texto.

1) Desde 1992 temos, no mínimo, um clube brasileiro nas semi-finais. Com exceção de 1996, 2001 e 2004, desde 1992 temos um clube brasileiro, no mínimo, na final.

2) Obviamente, a partir do dado acima, nota-se temos um clube brasileiro, ao menos, na final desde 2005.

Mas este dados são apenas a ponta do iceberg.

Considero relevante analisar as últimas dez edições da libertadores. Por serem as edições coincidentes com a implantação dos pontos corridos no campeonato brasileiro.

Notoriamente, o sistema de pontos corridos mudou, mesmo que de forma passageira, a distribuição de forças entre os clubes. Temos aqueles que disputam a ponta da tabela e, junto dela, o título e a participação na libertadores no ano seguinte, como consolação para os não campeões.

Pois bem, assim sendo, eu vejo quatro categorias se formarem.

1) Os frequentadores, caso de São Paulo, Santos, Inter e Cruzeiro. Todos com boas campanhas desde o início dos pontos corridos, salvo uma ou outra edição em que apenas cumpriram tabela.

2) Os indecisos, caso de Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Alternam boas campanhas (algumas de título nacional) com fugas desesperadas de rebaixamento. Note que apenas os cariocas dessa lista não passearam pela segundona na última década. Após 2009, com exceção dos alviverdes, este grupo parece querer se confirmar como o da relação acima, mas só o tempo dirá.

3) Os turistas, caso de Vasco da Gama, Atlético PR, Coritiba, Paraná, Paysandu, Goiás, Sport, Paulista e Santo André. Devem suas únicas participações no certame internacional graças a uma conquista de copa do brasil ou uma rara boa campanha no campeonato brasileiro. Desses, vejo apenas o time da cruz de malta como capaz de mudar com certa facilidade sua classificação, passando a ser, até, um frequentador.

4) Os ausentes, caso de Botafogo, Bahia e Atlético MG, principalmente. Todos campeões brasileiros com participações na libertadores quase esquecidas na memória de nostálgicos torcedores.

Alguns clubes de renome nacional nem foram citados, serão incluídos entre os ausentes. Isto se deve a campanhas desastrosas nos torneios (ou da não participação nos mesmos) de acesso à libertadores ao longo dos últimos nove anos. Já é um intervalo de tempo considerável. É hora de alguns torcedores abrirem o olho.


Bom, é isso aí.

Se você tem algum dado novo para contribuir com este "artigo", mande um e-mail para paulosutil@hotmail.com ou deixe no espaço de comentários.







Outras postagens:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Libertadores da América.


Ontem, terça-feira, 07/02/2012 começou a fase de grupos da 53° edição da mais importante competição de clubes das Américas: a Taça Libertadores da América. Atualmente com nome de banco agregado, como é de se esperar, pois patrocínio é o que rende premiação, na forma de dinheiro, aos clubes de melhor desempenho.

E é de desempenho dos clubes brasileiros no torneio em toda sua história que pretendo abordar. Como já comentei em uma postagem anterior, só discuto futebol com números (de títulos ou não), são eles as nossas únicas evidências palpáveis, o resto é conversa fiada de boteco.

Pois bem, passeei por dois links do wikipédia a respeito da liberta e ampliei uma tabela que se encontrava no primeiro, a partir de dados que se encontravam no segundo. Daí, como dizem os gaúchos, surgiu a tabela abaixo:



SM = semi-final, PT = participações ao todo, PdPC = participações desde os pontos corridos (2003).

Notem que ela apresenta diferenças com a tabela do Milton Neves. Pois nela recebe bronze o semi-finalista que perde para o campeão. Não concordo com isso, considerei aqui o clube que disputou a semi-final, independente de perder para a equipe que veio a ser campeã ou vice.

Detalhes à parte. O que vejo de relevante nesses números?

Primeiro:

Ao contrário do propagandeado por aí, desde sempre os brasileiros deram importância ao torneio, nenhum clube entra em um torneio continental pensando em desistir dele nas semi-finais ou na final. Prova disso é a quantidade de semi-finais e finais disputadas por eles nos anos 60 e 70 e início dos anos 80.

Segundo:

Os clubes brasileiros se tornaram muito fortes desde 1992 no continente. Apresentando um ou outro, de acordo com o ano, desempenho digno de nota. Ou seja, desde que o São Paulo de Telê Santana conquistou a América pela primeira vez, no mínimo uma equipe brasileira chega à semi-final.

E vou além, com exceção de 1996, 2001 e 2004, tivemos no mínimo uma equipe brasileira na final da competição. De 1992 a 2011 são vinte disputas com dezessete finais e dez títulos.

"Apenas" 50% das últimas vinte edições terminaram em samba.


Terceiro:

Considerando os dados de 1960 até 1991, os argentinos contavam 15 conquistas contra 5 dos brasileiros, 8 dos uruguaios e 4 dos demais países.

Passadas duas décadas o cenário  mudou para 22 conquistas argentinas, 15 brasileiras, 8 uruguaias (estacionaram... hihi) e 7 de outros países.

Parece que os clubes brasileiros, ou alguns deles, aprenderam a jogar e ganhar a liberta, sem qualquer medo de Independiente (7 títulos) , Boca (6 títulos), Peñarol (5 títulos) e cia.

Quarto:

O que teria provocado tal reviravolta?

Aí meu caro, eu aponto a economia com fator principal. O pior período concentrou-se no fim dos anos 80. Quem era vivo, deve saber da quebradeira do governo Sarney, se não era, pergunte a seus pais.

Não cravo que a economia tenha melhorado a partir de 1992, foi coincidência o São Paulo montar um excelente time e que este tenha durado algum tempo, pois foi o último.

Penso que, a partir de 1995, com um ano de plano real, o clubes puderam reproduzir um pouco da melhora da economia. não que esta fosse grandes coisas, mas comparada com o fundo do poço de anos antes, devia ser a sétima maravilha do mundo.

A partir disso, a melhora econômica e seu reflexo no futebol foi constante, até culminar no seguinte dado. Que é apenas mais uma evidência de que o Brasil sobra na América Latina, seja no cenário econômico ou no clubístico.



Este texto continua... aqui.





Outras postagens:

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Campeonato Brasileiro II

Continuando a abordagem do tópico anterior sobre campeonato brasileiro e, atendendo aos pedidos incessantes do Henrique, apresentarei agora um gráfico com a evolução das médias dos clubes ano a ano.

Para esclarecimentos, os anos em que um ou mais dos grandes se encontraram ausentes da primeira divisão, não uso a média da segunda divisão. O clube fica de fora, apenas isso.

Eis o dito cujo:


Me chama a atenção que apenas em cinco ocasiões a média ultrapassou 30 mil pagantes. Três delas com o Flamengo, de 2007 a 2009 e as outras duas com Grêmio em 2008 e Atlético MG em 2009. Boas campanhas são premiadas com ótimos públicos em média para alguns clubes.

Isso explica também o fato de o Corinthians ter a melhor média do ano em quatro oportunidades, contra três do Flamengo, e ainda assim perder para o clube carioca no total dos anos.

Outro detalhe a chamar a atenção é o efeito Copa 2014, com as reformas no Maracanã e no Mineirão, as médias de Flamengo e Atlético MG despencaram, fato que se repetirá em 2012. Mas 2013 é uma incógnita, pois obra no Brasil é assim. Caso eles não fiquem prontos para junho de 2014, talvez nunca fiquem... zueira.

Bom, é isso aí. Lembro a todos que não inventei os números, tão pouco a matemática. Se não gostou deles, cobre dos seus amigos que moram na cidade do seu clube de coração.





Outras postagens:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Campeonato Brasileiro

Seguindo a salada de temas por mim proposta quando criei este blog, hoje falarei de um assunto sobre o qual gosto e muito de conversar com amigos e desconhecidos: futebol.


O problema de conversar sobre futebol com muitas pessoas, independente do time para o qual torcem ou da unidade da federação na qual morem, é o fato de muitos vomitarem asneiras clubísticas como adolescentes bêbados sem ao menos verificarem se o que falam é verdade.

Sendo assim, passei algumas horas desta tarde de quinta-feira em busca de dados. Dados estes que não se encontram disponíveis de acordos com os sites de busca. Procurei as médias de público dos campeonatos brasileiros de futebol profissional masculino realizados desde 2003. Escolho este ano como ponto de partida por ser o primeiro do ainda milagrosamente adotado pontos-corridos. Já se passaram nove temporadas consecutivas com a mesma fórmula de disputa. As oito últimas com a mesma quantidade de equipes rebaixadas e as seis últimas com a mesma quantidade de equipes na disputa.

Abaixo são apresentados os 25 clubes de maior média, entre parênteses se encontra o número de campeonatos disputados nesse período.


Chama a atenção a quantidade de equipes que pouco disputaram a primeira divisão, mas que, por pertencerem ao eixo norte-nordeste, seus torcedores alavancaram ótimas médias. Caso de Sport e Fortaleza. Mas como estou aqui para falar de quem permanece na primeira divisão e não de quem passeia por ela um ano aqui e outro ali, adaptei a tabela de modo a apresentar apenas aqueles com metade arredondada para cima de participações na elite do futebol brasileiro nos últimos nove anos.


Agora sim. Para aqueles que dizem "torcida de verdade é a que vai ao estádio", aí está um prato cheio.

Atleticanos, mesmo com uma torcida menos numerosa que a maioria dos outros grandes do país mostram um motivo para o galo mineiro ser chamado de grande, ainda que lhe falte taças importantes na sala de troféus.

Taças essas  que sobram na galeria santista, mas não parecem ser o suficiente para convencer seus torcedores a frequentar em peso o estádio, cuja capacidade é 21.256 . Nem mesmo o "efeito Neymar" foi suficiente pra elevar a média do alvinegro praiano. As médias do Santos dos brasileiros de 2010 e 2011 são abaixo de sua média "histórica". Mas é algo que o tempo e um estádio maior podem mudar facilmente.

O São Paulo, cuja torcida é a terceira maior do país, parece ter torcedores que não gostam de ir ao estádio. Ou ir apenas "na boa". Nem os três títulos nacionais consecutivos atraíram os são-paulinos em maior quantidade aos estádios durante os últimos torneios de modo a elevar sua média.

Para encerrar, a dupla Flamengo e Corinthians apresenta números esperados delas, as duas maiores médias entre aqueles com muitas participações na primeira divisão. Some a isso o fato de o alvinegro ter a maior média em quatro (2004, 2005, 2010 e 2011) dos últimos nove anos, enquanto o rubro-negro teve três (2007, 2008 e 2009). Cruzeiro (2003) e Grêmio (2006) foram as "exceções".

É uma pena que as obras da copa de 2014 espalhadas pelo país "atrapalharão" em parte os números de alguns clubes. Mas a partir do campeonato nacional de 2014 teremos uma real ideia de como serão os desempenhos de cada clube nas arquibancadas.

Bom, para concluir, deixo um recado aos "contestadores". Todas a médias de qualquer clube estão disponíveis na grande rede, basta reuni-las em uma planilha e efetuar as operações necessárias para descobrir as médias totais.

Não concorda com meus dados? Ótimo, faça você mesmo, assim como eu fiz. Já procurei tanto por isso e nunca achei. Hoje eu cansei de procurar, "fui lá e fiz".


Esse texto, a pedido do Henrique (Ique) continua... aqui.








Outras postagens: