Seguindo a salada de temas por mim proposta quando criei este blog, hoje falarei de um assunto sobre o qual gosto e muito de conversar com amigos e desconhecidos: futebol.
O problema de conversar sobre futebol com muitas pessoas, independente do time para o qual torcem ou da unidade da federação na qual morem, é o fato de muitos vomitarem asneiras clubísticas como adolescentes bêbados sem ao menos verificarem se o que falam é verdade.
Sendo assim, passei algumas horas desta tarde de quinta-feira em busca de dados. Dados estes que não se encontram disponíveis de acordos com os sites de busca. Procurei as médias de público dos campeonatos brasileiros de futebol profissional masculino realizados desde 2003. Escolho este ano como ponto de partida por ser o primeiro do ainda milagrosamente adotado pontos-corridos. Já se passaram nove temporadas consecutivas com a mesma fórmula de disputa. As oito últimas com a mesma quantidade de equipes rebaixadas e as seis últimas com a mesma quantidade de equipes na disputa.
Abaixo são apresentados os 25 clubes de maior média, entre parênteses se encontra o número de campeonatos disputados nesse período.
Chama a atenção a quantidade de equipes que pouco disputaram a primeira divisão, mas que, por pertencerem ao eixo norte-nordeste, seus torcedores alavancaram ótimas médias. Caso de Sport e Fortaleza. Mas como estou aqui para falar de quem permanece na primeira divisão e não de quem passeia por ela um ano aqui e outro ali, adaptei a tabela de modo a apresentar apenas aqueles com metade arredondada para cima de participações na elite do futebol brasileiro nos últimos nove anos.
Agora sim. Para aqueles que dizem "torcida de verdade é a que vai ao estádio", aí está um prato cheio.
Atleticanos, mesmo com uma torcida menos numerosa que a maioria dos outros grandes do país mostram um motivo para o galo mineiro ser chamado de grande, ainda que lhe falte taças importantes na sala de troféus.
Taças essas que sobram na galeria santista, mas não parecem ser o suficiente para convencer seus torcedores a frequentar em peso o estádio, cuja capacidade é 21.256 . Nem mesmo o "efeito Neymar" foi suficiente pra elevar a média do alvinegro praiano. As médias do Santos dos brasileiros de 2010 e 2011 são abaixo de sua média "histórica". Mas é algo que o tempo e um estádio maior podem mudar facilmente.
O São Paulo, cuja torcida é a terceira maior do país, parece ter torcedores que não gostam de ir ao estádio. Ou ir apenas "na boa". Nem os três títulos nacionais consecutivos atraíram os são-paulinos em maior quantidade aos estádios durante os últimos torneios de modo a elevar sua média.
Para encerrar, a dupla Flamengo e Corinthians apresenta números esperados delas, as duas maiores médias entre aqueles com muitas participações na primeira divisão. Some a isso o fato de o alvinegro ter a maior média em quatro (2004, 2005, 2010 e 2011) dos últimos nove anos, enquanto o rubro-negro teve três (2007, 2008 e 2009). Cruzeiro (2003) e Grêmio (2006) foram as "exceções".
É uma pena que as obras da copa de 2014 espalhadas pelo país "atrapalharão" em parte os números de alguns clubes. Mas a partir do campeonato nacional de 2014 teremos uma real ideia de como serão os desempenhos de cada clube nas arquibancadas.
Bom, para concluir, deixo um recado aos "contestadores". Todas a médias de qualquer clube estão disponíveis na grande rede, basta reuni-las em uma planilha e efetuar as operações necessárias para descobrir as médias totais.
Não concorda com meus dados? Ótimo, faça você mesmo, assim como eu fiz. Já procurei tanto por isso e nunca achei. Hoje eu cansei de procurar, "fui lá e fiz".
Esse texto, a pedido do Henrique (Ique) continua... aqui.
Esse texto, a pedido do Henrique (Ique) continua... aqui.
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