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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Futebol depois da quarentena.

Hoje são vinte e um de abril de dois mil e vinte da era comum e ainda não se vislumbra uma data segura na qual as nossas vidas voltem a algo próximo daquilo que um dia foi chamado de normalidade.

Notícias alegando que governador de Minas Gerais fala em escolas a partir de julho e que a OMS recomenda futebol na Europa em 2021. Este último é algo que considero complicado afirmar, ainda mais pelo fato de o continente europeu não ser homogêneo quanto à pandemia.

Talvez a Alemanha esteja pronta para a prática de futebol em agosto e isto seja um sonho distante na Itália no mesmo período. Ideia análoga se aplica aqui no Brasil, aquelas unidades da federação nas quais menos se desrespeitar o pedido de "fica em casa" serão, talvez, as que sairão deste pesadelo mais cedo. Ou que verão uma luz no fim do túnel para sinalizar uma direção às outras.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Segundo mês de quarentena.

O dia dezessete de abril de dois mil e vinte da era comum marca, na contagem do meu trabalho, o trigésimo primeiro dia depois do qual as aulas presenciais foram suspensas. inicialmente com data para retornar e, em seguida, indefinidamente. Apesar da existência de uma data oficial por mim desconhecida, basta-me saber que não é um dos próximos sete dias. E não parece haver alguma mudança na situação que nos leve a voltar ao "normal".

Normalidade esta que pode-se esquecer, como foi muito bem dito pelo Átila no programa Roda Viva. O mundo pós-pandemia será, muito provavelmente, diferente daquele que os brasileiros conheceram até o dia 17 de março. Como será? Só podemos especular no momento, mas a realidade indica que mudará.

Coisas simples como as habituais que envolvem lazer e trabalho não serão mais as mesmas por exemplo. Talvez demoremos alguns anos para frequentar shows e estádios. Situações nas quais se reúnem milhares de pessoas ao mesmo tempo talvez não aconteçam por um bom período de tempo.

Sei que nada dito aqui é novo, nem tinha a pretensão de que o fosse. Apenas repito e reflito a respeito. Vejamos quanto tempo mais teremos de isolamento social. Um abraço e até a próxima.

Dez anos... dos 29 aos 39.

Este mês o blog completa dez anos de existência. Existência esta que agraço ao blogger, pois passei anos sem alterá-lo ou ler comentários. Precisou de uma pandemia e a consequente reclusão forçada seguidas de um certo tédio para me forçar a novas (ou velhas e abandonadas) atividades.

Nesta década que se passou, como seria de se esperar com qualquer outro ser humano vivo, muito mudou na minha vida. Mudei de cidade, de companheira, acrescentei hábitos à vida que julgava difíceis de acrescentar e outros abandonados mais difíceis ainda de retomar. Amizades foram perdidas, seja por política (mudou e muito o país) ou por discussões bestas. Uma delas foi retomada e mantenho o apreço que tinha antes. Novas amizades foram forjadas sob uma mistura ímpar de cerveja, jogos de tabuleiro e aquele bom e velho rock and roll.

A vida profissional teve seus altos e baixos para, enfim, estabilizar. Não em um patamar desejado em 2009, mas que me dê a tranquilidade para elevá-lo sem medo de um escorregão. Planos novos foram desenvolvidos e abandonados à medida que outros surgiam. Alguns nem colocados em prática foram, outros ainda tentam ganhar a realidade apesar da dificuldade que encontro para executá-los.

Conheci neste período três criaturinhas não humanas que mudaram consideravelmente a minha vida e a forma como a encaro. Trouxeram cada uma delas consigo uma perspectiva única que eu sabia existir, mas não considerava incorporá-las à minha própria vida. Enfim, elas me fizeram mudar de ideia em relação a isto.

Os cabelos brancos eram minoria e agora são maioria entre aqueles que a calvície me permitiu manter. O cabelo cresceu, branqueou, raleou, raspou e agora fica como a natureza me permite, necessariamente nesta ordem.

O futebol (Flamengo na verdade) me deu poucas, mas bem aproveitadas alegrias. Vi acontecer nesta última década aquilo que a minha versão adolescente no fim do século XX já imaginava como necessário para o "clube do coração" não perecer ou ver os grandes títulos rarearem. Eles, os títulos, rarearam mesmo. O remédio da recuperação foi amargo, a zoação adversária foi considerável. Mas o sabor da vitória veio... a galope, atropelando toda a frustração acumulada nos nove (ou trinta e oito) anos anteriores.

Não há um saldo a se calcular... mesmo quando algo (material ou não) foi perdido houve aprendizado. E tal aprendizado não é mensurável ou computável em calculadora.

As redes sociais vieram para ficar. O orkut, minha preferida à época, nem existe mais e é uma lembrança distante. Hoje nenhuma é minha preferida e, mesmo assim, uso algumas delas para manter contato com aqueles por quem tenho apreço... e com os que não tenho também, mas são contatos ainda assim pela simples ausência de motivos para cortar o contato.

Comecei este texto com a honestíssima ingenuidade de que resumiria meus pensamentos no segundo parágrafo e concluiria com alguma mensagem "chave de ouro" no terceiro. Isto não aconteceu. Nada de relevante me ocorre à mente para aqui acrescentar e não pretendo salvar para completar em outra ocasião. Neste exato momento que aqui digito isto prefiro que fique assim, pois é isto que representa: parte de jornada. Nem meio, nem fim. Apenas um capítulo, abraço e até abril de 2030. Ou antes, ou depois.