quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Poliedros de Platão.



É comum ouvir um professor de matemática falar “A geometria é uma parte importante da matemática...” aos alunos no começo da aula introdutória a este setor. Mas a pergunta que cabe é: e qual parte não é importante? 


Não pretendo com este artigo explicar a importância da geometria ou da matemática para a vida de um aluno ou de uma pessoa que nem sabe o que significa um poliedro. Meu objetivo é mostrar uma nova perspectiva para aqueles que possuem dificuldade em visualizar estruturas tridimensionais descritas em poucas palavras nos enunciados dos variados exercícios.


Como o tema é extenso para um artigo somente, nesta etapa concentrarei meus esforços em poliedros apenas, com ênfase nos poliedros de Platão. Para tal, segue a definição:

Poliedro é um sólido geométrico (região do espaço limitada por uma superfície fechada) cuja superfície é composta por um número finito de faces, no qual cada uma delas é um polígono.


Os poliedros são divididos em duas categorias: convexos e não convexos.
Figura 1: Poliedro não-convexo e poliedro convexo.

Como as figuras acima exemplificam, um poliedro não convexo é aquele onde se cria, no mínimo, uma reta (ou um plano) que, ao atravessá-lo, sai e entra de volta no mesmo. Tal reta ou plano com estas características (sair e entrar) não é obtida para um poliedro convexo, ou seja, ela entra e sai do objeto apenas uma vez. Por este motivo, os convexos, como os chamaremos, são mais fáceis de estudar e entender.

Devido a sua simplicidade, em termos conceituais, os poliedros convexos são conhecidos a um bom tempo pela humanidade. Há evidências de que os Povos Neolíticos que viveram na Escócia tenham esculpidos alguns destes sólidos 1000 anos antes. Alguns destes modelos, conforme apresentamos na figura 2 ― Modelos Neolíticos dos Sólidos Platónicos, encontram-se no Museu Ashmolean em Oxford, Reino Unido.

Figura 2: Modelos neolíticos dos sólidos platônicos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Encontro de RPG.

Vem aí mais um encontro de RPG em Viçosa nos dias 17 e 18 de março desse 2012.

Uma boa oportunidade de rever amigos e encontrar pessoas interessadas em aprender sobre um jogo que exige inteligência e imaginação. Talvez, seja pela falta de ambos que muitos pensem do RPG algo como a figura abaixo mostra.


Em parte esta imagem se deve aos meios de comunicação e suas descuidadas ou pouco embasadas notícias de crimes supostamente envolvendo um jogo no qual as pessoas praticam assim:


O único fator fora do comum na foto acima é a excessiva quantidade de jogadoras, fora isso, nada de anormal.

Pois bem, vem aí o encontro na datas mencionadas, com um pouco de RPG;


Magic, The Gathering;


Oficina de Xadrez;


Oficina de poliedros com canudo de refrigerantes;


E mais um monte de coisas das quais eu não me lembro.

Compareçam...








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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Aborto II.

Como a resposta ao comentário deixado na postagem anterior seria muito extensa, resolvi fazer dela uma postagem por assim dizer:

O comentário é este aqui:

"Pelo sentido da frase "Aquilo se tornará um ser humano."..
significa que não se trata de uma experiência científica com resultados indefinidos mas sim sómente uma etapa da formação desse ser humano.
As fases seguintes serão classificadas como feto,recém nascido,criança, adolescente,adulto ...Qual delas é a mais importante para o ser humano?
Honestamente não sei,só sei que hoje é sábado porque ontem foi sexta-feira.
Resumindo,por assim pensar sinto-me mais desconfortavel com a
forma ideológica,anti-religiosa e fanática da maioria dos defensores do aborto do que com a eliminação da segunda-feira do calendário.
"

E minha resposta é a seguinte:

Francisco Fernandes.

Você parece ser contra o aborto, apesar de não deixar isto explícito. Mas algo me chama mais ainda a atenção, o seu desconforto "com a forma ideológica, anti-religiosa e fanática da maioria dos defensores do aborto".

Concordo com a parte ideológica. Realmente, pertence ao meu conjunto de ideias a legalização do aborto pelo motivo já explicado no texto. Sendo assim, trato como uma questão importante expressar minha opinião a respeito de tão controverso tema.

Concordo com a parte anti-religiosa, embora eu prefiro usar o termo não-religioso. E isto faço pelo simples motivo de a religião "dar a seus seguidores" o falso direito de se meterem em assuntos que não lhes dizem respeito. Se a comunidade cristã brasileira não deseja praticar o aborto, eu entendo e respeito esta escolha, mas isso não dá a ela o direito de dizer aos não cristãos se estes devem ou não praticar o aborto.

Não aceito que a religião entre no debate por um motivo fundamental: ela em nada contribui. Aspectos morais e éticos existem sem religião. As únicas referências das religiões e dos religiosos para debaterem são seus "livros sagrados", com anedotas da idade do bronze, endossando a escravidão e genocídio por parte de deuses rancorosos e com uma mensagem final de "amor" (tentando mascarar todas a perversidades anteriores) por parte de um "messias" que eu não sigo.

Sobre o termo fanático, não ameacei ninguém com meu texto. Não demiti nenhum empregado por ser contra o aborto. Não expressei nenhum ofensa verbal aos que são a favor dele. Não os julguei piores que eu ou qualquer outro por pensarem diferente de mim. Não desejei que deus algum castigasse a sua pessoa por ter opinião oposta  à minha. Enfim, não pratiquei ato algum que caracteriza um fanático.

Expus meu ponto de vista e o embasei de acordo com o conhecimento acumulado pelo ser humano ao longo dos séculos. Se você se sente desconfortável com algo sem ter um argumento contra, como fez no seu comentário, deve procurar o fanatismo na sua pessoa.

Sobre a sua analogia, se você desejar viver um calendário sem segunda-feira, o problema é seu e eu nada tenho a haver com isso. Então me diga, por qual motivo você decide se uma pessoa que não é você ou sua parceira podem ou não abortar?

De qualquer maneira, se você estiver interessado em dialogar, sem acusar-me de algo que não sou, e apresentar seus argumentos, sejam eles quais forem, será bem vindo. Caso contrário, basta não visitar meu blog.








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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Aborto.


Continuando a minha trajetória por tema polêmicos, hoje temos, talvez, o maior deles: o aborto.

Segundo o wikipédia "um aborto ou interrupção da gravidez (ver terminologia) é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada", e eu concordo com tal definição.

Começo a minha explanação informando a minha opinião, sou a favor. Incluindo aí situações não consideradas legais pela legislação brasileira.

Como as abordagens são inúmeras, desde sociais, políticas e econômicas, até as religiosas, morais e científicas. Me aterei ao terreno no qual me sinto confortável, a ciência.

Já observei várias opiniões a respeito e suas considerações sobre a origem da vida de um ser humano, vamos a elas:

  1. Antes da concepção (ou fecundação), caso da "santa" igreja católica apostólica romana, representada hoje por Bento XVI, que "proíbe" o uso de métodos contraceptivos por parte de seus seguidores.
  2. Na concepção, caso de várias outras autoridades eclesiásticas e não ligadas a religião alguma.
  3. A partir do momento que o feto assume a forma de um ser humano convencional.
  4. A partir do momento que o feto consegue sobreviver fora do útero, seja com ajuda de aparelhos ou não.
  5. A partir do nascimento, quando deixa de ser feto e se torna um bebê.

Não estou aqui para julgar as categorias acima citadas, apenas as relatei. Você, caro leitor, já tem, muito provavelmente, a sua empatia por uma delas. Se a sua preferida não se encontra, deixe um comentário.

Eu particularmente, considero um ser humano o feto em um estágio entre as categorias 3 e 4. Sendo assim, não considero ser humano um punhado de células (contendo cada uma 23 pares de cromossomos) a se desenvolver presas à parede uterina. Aquilo se tornará um ser humano, sem dúvida, se seu desenvolvimento for permitido.

E a quem cabe a decisão de permitir ou não que a gestação continue? Penso que se trata de uma decisão do casal que concebeu tal fecundação. Somente eles devem escolher entre interromper ou não a gestação. E esta escolha não deve, em hipótese alguma, ser julgada por questões éticas, morais ou religiosas, pois não vejo como competência destas áreas a base para tal julgamento.

A base seria a ciência. Como se faz em tantos países europeus, como você lerá neste link. Tais países, com legislações desapegadas ou desapegando-se da influência negativa, diga-se de passagem, da religião, adotam a algumas décadas leis muito menos opressivas neste quesito se comparados ao Brasil.

Para ficar claro, no Brasil é assim:

imagem retirada deste link

Notem, por curiosidade, o canto inferior esquerdo da figura.

Agora, o que não suporto é propaganda estúpida como a da imagem abaixo.


A intenção é claramente sensibilizar as pessoas, mas isto não tem a haver com o tema. Nesta imagem temos um bebê, uma criança ou um ser humano neo natal ser assim preferirem. Quando se aborta, não é assim que ele sai.

Até 18 semanas, sairá algo como isso:

Aqui haveria uma foto de um feto com 18 semanas, mas a original desapareceu e não consegui uma nova e adequada para substitui-la.*

Até 22 semanas, assim:


Para outras semanas, basta consultar o google imagens.

É por isso que, na Alemanha, o aborto voluntário é permitido até a 12° semana de gestação. Muito prudente e sensato.

*Alteração executada em 16/07/2015.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Jordan, uma homenagem.


A exatos sete dias atrás, faleceu uma pessoa desconhecida da maioria dos rubro-negros com  menos de 50 anos de idade.


Jordan da Costa, lateral esquerdo do Flamengo entre janeiro de 1952 e setembro de 1963, marcou apenas três gols em 608 partidas vestindo o manto sagrado.

Sendo honesto, pouco sei sobre ele além do noticiado nos últimos dias. A diferença é que ouvi as histórias do meu pai, que o acompanhou ouvindo rádio.

Não tenho a pretensão de informar algo não veiculado nos grandes sites, revistas, jornais e etc. Minha intenção com esta postagem é mostrar como ele está distante em termos de números dos atletas do elenco atual do Flamengo. Seja pela lealdade e longevidade com a camisa do clube, seja pelo salário astronomicamente menor se comparado aos atuais.

Toda essa conversa de globalização e o velho e conhecido amadorismo de diretorias contribuem e muito para a efêmera permanência dos atletas nos elencos. Uma mostra de como isso se reflete nos números é a tabela abaixo com os seis jogadores do elenco atual com maior número de partidas pelo mengão.


Com números atualizados até ontem, dia 23 de fevereiro de 2012, apenas Léo Moura é nome com tradição de Flamengo mesmo. O próprio Renato Abreu caminha para isso, apesar de passear vez ou outra por alguns clubes.

A disparidade é tamanha, a ponto de encontrarmos hoje, em todo o elenco do futebol masculino profissional, apenas quatro jogadores com mais de 100 partidas com a camisa vermelha e preta tantas vezes usada por Jordan.

Para se ter uma noção de como isso mostra a rotatividade, cada clube disputa perto de 70 partidas oficiais a cada ano, considerando contusões e outros problemas como cartões amarelos e vermelhos, aceitemos que um jogador titular participe de cerca de 50 partidas.

É o caso do Léo Moura, perto de completar seus sétimo ano de casa e média (até aqui) de 54 partidas ao ano. Nesse raciocínio, a maioria nem tem dois anos de casa. Renato Abreu é outro que passa de cinco temporadas.

Para completar a comparação, temos abaixo uma tabela com os recordistas no quesito analisado.


Caso não sofra contusão grave, o Léo Moura precisaria jogar todas as partidas possíveis do Flamengo até o final de 2013 para entrar na lista dos dez que mais vezes tiveram a honra de vestir o manto sagrado.

Minhas fontes são o flaestatística (link aquie


link aqui.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O carnaval passou...


"Quem me vê sempre parado e distante, garante que eu não sei sambar (e não sei mesmo), pois estou me guardando pra quando o (meu) carnaval chegar".


Com exceção dos termos entre parênteses, as palavras acima são de autoria de Chico Buarque. Palavras estas que já citei ano passado e que completam 40 anos em 2012.


Não farei o discurso inflamado da outra vez. Se quiserem lê-lo, basta este atalho. Minha opinião a respeito não mudou. Mas creio não precisar de repeti-la.

Confesso porém, ainda pensar como Raul Seixas: "Quero ouvir meu rockzinho antigo que não tem perigo de machucar ninguém".


Uma vez que as pessoas passam o ano inteiro de máscaras, aconselho a experimentarem um carnaval em 2013 sem máscaras.










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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

22 anos atrás...

Em 16 de março de 1990, o então presidente Fernando Collor de Mello, por meio de sua ministra da fazenda, Zélia Cardoso de Mello, ordena o confisco de cadernetas de poupança com valores acima de 50 mil cruzeiros.

Olha a cara do figura "diplomado" e empossado presidente da república.


Qualquer um com 25 anos ou mais de idade, deve lembrar de algum perrengue passado pela família nesse período. Eu tinha pouco mais de 10 anos e lembro da minha mãe xingando presidente e ministra de nomes que até ela, minha mãe, desconhecia.

De repente, voltava a ser moda, no final do século XX, guardar dinheiro em casa.

Dinheiro para comprar lanche na escola? Sem chance.

Maldito seja esse cara, passamos mais sufoco que raiva até o fim de julho do ano seguinte.

E ainda votaram nele de novo... vai entender...







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Estados físicos da matéria II.

Como citado na postagem anterior, são amplamente conhecidos três estados físicos da matéria. São eles o sólido, o líquido e o gás.

E tão importante quanto conhecê-los e compreendê-los é descobrir que não são os únicos. A muito se conhece o plasma, chamado de quarto estado da matéria e não há um consenso ainda sobre qual seria o quinto, devido a suas descobertas serem relativamente recentes.


Abaixo segue o texto elaborado por um aluno do primeiro ano do ensino médio de uma escola na qual eu leciono química. Procurei apenas formatar o original, mantendo os erros e acertos para avaliação do público.


Os condensados de Bose-Einstein


A quinta forma da matéria foi descoberta há bem pouco tempo, em 5 de junho de 1995, após quinze anos de pesquisas em todo o mundo. Este novo estado da matéria foi previsto há várias décadas pelo físico indiano Satyendra Nath Bose (a esquerda) e pelo físico alemão Albert Einstein (a direita), já em 1924, ao desenvolverem uma teoria que hoje é conhecida como estatística de Bose-Einstein.

Os condensados de Bose-Eintein são formados quando os cientistas refrigeram certas partículas que são coletivamente chamadas de bóson até temperaturas extremamente baixas.

Esses bósons super-frios se juntam formando uma única super-partícula que se comporta mais como uma onda do que como uma partícula ordinária de matéria. Os condensados de Bose-Einstein são muito frágeis e, curiosamente, a luz se propaga muito lentamente através deles.

A primeira obtenção de um condensado de Bose-Einstein foi feita por pesquisadores pertencentes a uma equipe de cientistas sob a liderança do Dr. Eric Cornell e Dr. Carl Wieman esfriaram átomos de rubídio até uma temperatura menor do que 170 bilionésimos de grau acima do zero absoluto! Isso fez com que os átomos individuais se condensassem em um "super-átomo" que se comportou como uma entidade única.

Durante essa experiência, os físicos atingiram uma temperatura ainda mais baixa, da ordem de 20 bilionésimos de grau acima do zero absoluto, a menor temperatura até hoje conseguida em um laboratório! Mesmo as mais remotas regiões do espaço interestelar são um bilhão de vezes mais quentes do que a temperatura atingida nessa experiência, devido à radiação de fundo de microondas que passou a permear todo o Universo após o Big-Bang.

O zero absoluto é uma temperatura incrivelmente baixa para os nossos padrões, correspondendo a -273,15 graus Celsius. À medida que a temperatura diminui e se aproxima do zero absoluto a energia cinética das moléculas se aproxima de um valor finito. Portanto, não é correto considerar o zero absoluto como um estado de energia zero ou seja, o ponto no qual todos os átomos que compõem uma determinada substâncias não teriam qualquer movimento e, conseqüentemente, nenhum calor. No zero absoluto ainda resta alguma energia molecular, embora com um valor mínimo. Curiosamente, as leis da Termodinâmica nos provam que essa temperatura nunca pode ser alcançada!

Os cientistas norte-americanos mostraram que o condensado de Bose-Einstein formado é, na verdade, um novo estado da matéria pois possui propriedades completamente diferentes de qualquer outro tipo de matéria conhecida. Mais interessante ainda é saber que esse estado da matéria jamais existiu em qualquer lugar do Universo devido à baixíssima temperatura necessária para obtê-lo. Essa amostra, obtida pelos cientistas no laboratório, seria, portanto, o único pedaço desse material em todo o Universo!

O Plasma

Chamamos de plasma o quarto e mais abundante estado da matéria. Costuma-se pensar, normalmente, em três estados da matéria, sendo eles: o sólido, líqüido e gasoso. considerando a substância mais conhecida, a água, existem três estados físicos comuns: sólido (gelo), líqüido (água) e gasoso (vapor d'água). A diferença básica entre estes três estados é o nível de energia em que eles se encontram. Se adicionarmos energia sob forma de calor ao gelo, este transformar se em água, que sendo submetida à mais calor, vaporizará. Porém, se adicionarmos mais energia ao vapor, algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente, tais como a temperatura e características elétricas. Este processo é chamado de ionização, ou seja a criação de elétrons livres e íons entre os átomos do gás. Quando isto acontece, o gás transforma-se em plasma.

Sendo eletricamente condutor, pelo fato de os elétrons livres transmitirem a corrente elétrica. Alguns dos princípios aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico também são aplicados ao plasma. Por exemplo, quando a secção de um condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida, a resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção, e conseqüentemente a temperatura do metal aumenta. 

O mesmo fato pode ser observado no gás plasma; quanto mais reduzida for a secção tanto maior será a temperatura. A vizinhança das estrelas e o espaço inter-planetário encontram-se no estado de plasma. É, por isso, corrente afirmar que 99% do Universo encontra-se neste quarto estado da matéria. Mesmo na Terra, pode-se observar o plasma na natureza: as auroras boreais (e austrais) são grandes descargas luminescentes de partículas carregadas provenientes do sol e aprisionadas no campo magnético terrestre e que penetram na atmosfera e colidem com moléculas gasosas nas proximidades dos pólos.

Exemplo de plasma na natureza.


Isto sim conclui este setor. No próximo abordarei as propriedades físicas da matéria.









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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Estados físicos da Matéria.

Na aula de hoje abordamos alguns aspectos da matéria:

1) seus estados físicos;

São eles o sólido, líquido e gasoso. Diferindo entre si pela ausência/presença de forma e volume definidos.
Os sólidos apresentam os dois, os líquidos apenas o volume e os gases se caracterizam pela falta de ambos.


Microscopicamente, usamos o termo coesão, associado a atração, para explicar o motivo de tais estados se apresentarem da forma como os observamos a olho nu. Sendo o diagrama abaixo uma regra.

SÓLIDO > LÍQUIDO > GÁS

Quer dizer, quanto maior a coesão entre as partículas que constituem a substância, mais características de sólida ela apresenta, quanto menos coesão, mais próxima de gás.

Seque neste link uma leitura a respeito de condições que fogem um pouco aos conceitos acima citados.

2) suas transformações;

As transformações sofridas pela matéria são divididas em duas categorias básicas: fenômenos químicos e fenômenos físicos. Tais categorias diferem entre si por ocorrerem (primeira) ou não (segunda) alterações na estrutura molecular das substâncias.

Isso significa que, quando ocorre um fenômeno químico, substâncias deixam de existir e outras ocupam seus lugares.  Já no fenômeno físico, corpos e objetos são alterados em forma e tamanho, por exemplo.


A combustão, figura acima, é um fenômeno químico. Nele, a matéria orgânica (parafina) presente na vela se combina ao gás oxigênio (O2) presente no ar e, juntos, se transformam em gás carbônico (CO2) e água (H2O).


Como a figura acima mostra, o ato de quebrar uma janela (objeto) e transformá-la em inúmeros cacos de vidro constitui um fenômeno físico, poi o vidro não deixou de ser vidro durante o processo.

São características clássicas de uma transformação química alterações de cor, sabor e odor. Pois uma troca de substâncias, geralmente, é acompanhada de troca de cores, sabores ou odores.

Completando este setor, segue abaixo um diagrama com as mudanças de estado físico entre os três estados mais conhecidos.


Para melhor fixar, tente determinar, com base na figura abaixo a classificação de cada uma das transformações presentes e enumeradas:


Essa aula ainda continua... aqui.








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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Os doze trabalhos.



Uma saga (quase) futebolística – parte I


Chego em casa depois de uma semana cansativa de trabalho-estudo-trabalho, naqueles dias que só resta a parca vontade de deitar à frente da TV para assistir um filme ou apenas ficar zapiando, aquele sentimento pobre que bate à porta em momentos que não se quer ao menos pensar.

Ao contrário disso, ouço um relato acalorado de um fanático torcedor – como o tal mesmo frisa para os demais, um torcedor, e não um (dis)torcedor – indignado e frustrado em seu novo intento: reunir dados estatísticos dos doze grandes clubes de futebol brasileiros e, a partir deles, montar um gráfico que mostre a evolução ao longo dos anos, desde a sua criação. 

Mas a tarefa não é tão simples: para cada time são necessários o número de partidas, de vitórias, de derrotas e de gols-pró de CADA ano, sendo que somente são válidas as partidas oficiais, ou seja, aquelas realizadas de acordo com as regras da FIFA.

Tal observação não é um mero capricho, e sim um critério utilizado pelo torcedor citado. Critério este bem escolhido, já que em amistosos e partidas não-oficiais os times têm mais “chances” digamos assim, como por exemplo, podem fazer maior número de alterações.

“E porque o tal torcedor está indignado?”, você perguntaria. Não se assuste, pois fiquei no mínimo curiosa: a maioria dos clubes mantém sites e publica livros com a história dos mesmos, mas NÃO possui dados estatísticos das partidas ao longo dos tempos. O tal torcedor sobre o qual vos falo os tem, claro.

Ainda não citei, mas ele é flamenguista, daqueles “gerados” por pai flamenguista e que provavelmente nem dará opção para a geração seguinte sequer pensar em escolher outro time, apesar de demonstrar ser bem aberto a opiniões quando se fala de outros assuntos. A cada partida do Flamengo ele atualiza uma planilha em Excel com as informações do jogo, e aqueles que não acompanhou, os tem completos de acordo com pesquisas na internet feitas há muito.

E me pus a pensar como pode não existir pelo menos um torcedor do mesmo nível de fanatismo que não tenha feito o mesmo pelo seu time do coração. E o mais inacreditável é que tanto não existe (ou quase) que a busca deu origem a essa série de posts que você acompanha a partir de agora.

Nos próximos capítulos, a saga dos outros 11 trabalhos.




Por Jurema Francisquinha.









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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Justiça divina.

Neste último domingo uma pessoa adicionou a imagem abaixo ao mural dela e, como contato próximo, eu recebi a atualização.


Sinceramente, eu tenho um considerável repúdio por este tipo de texto. Não pela manifestação em si, que é um direito do cidadão que a publica.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ateus em Viçosa...

I ENCONTRO DE ATEUS DE VIÇOSA











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Libertadores da América II.

Continuando o trabalho iniciado anteriormente, analisarei a questão futebolística da coisa.

Para tal, repetirei a mesma tabela.


Começo então de dois dados já citados no outro texto.

1) Desde 1992 temos, no mínimo, um clube brasileiro nas semi-finais. Com exceção de 1996, 2001 e 2004, desde 1992 temos um clube brasileiro, no mínimo, na final.

2) Obviamente, a partir do dado acima, nota-se temos um clube brasileiro, ao menos, na final desde 2005.

Mas este dados são apenas a ponta do iceberg.

Considero relevante analisar as últimas dez edições da libertadores. Por serem as edições coincidentes com a implantação dos pontos corridos no campeonato brasileiro.

Notoriamente, o sistema de pontos corridos mudou, mesmo que de forma passageira, a distribuição de forças entre os clubes. Temos aqueles que disputam a ponta da tabela e, junto dela, o título e a participação na libertadores no ano seguinte, como consolação para os não campeões.

Pois bem, assim sendo, eu vejo quatro categorias se formarem.

1) Os frequentadores, caso de São Paulo, Santos, Inter e Cruzeiro. Todos com boas campanhas desde o início dos pontos corridos, salvo uma ou outra edição em que apenas cumpriram tabela.

2) Os indecisos, caso de Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Alternam boas campanhas (algumas de título nacional) com fugas desesperadas de rebaixamento. Note que apenas os cariocas dessa lista não passearam pela segundona na última década. Após 2009, com exceção dos alviverdes, este grupo parece querer se confirmar como o da relação acima, mas só o tempo dirá.

3) Os turistas, caso de Vasco da Gama, Atlético PR, Coritiba, Paraná, Paysandu, Goiás, Sport, Paulista e Santo André. Devem suas únicas participações no certame internacional graças a uma conquista de copa do brasil ou uma rara boa campanha no campeonato brasileiro. Desses, vejo apenas o time da cruz de malta como capaz de mudar com certa facilidade sua classificação, passando a ser, até, um frequentador.

4) Os ausentes, caso de Botafogo, Bahia e Atlético MG, principalmente. Todos campeões brasileiros com participações na libertadores quase esquecidas na memória de nostálgicos torcedores.

Alguns clubes de renome nacional nem foram citados, serão incluídos entre os ausentes. Isto se deve a campanhas desastrosas nos torneios (ou da não participação nos mesmos) de acesso à libertadores ao longo dos últimos nove anos. Já é um intervalo de tempo considerável. É hora de alguns torcedores abrirem o olho.


Bom, é isso aí.

Se você tem algum dado novo para contribuir com este "artigo", mande um e-mail para paulosutil@hotmail.com ou deixe no espaço de comentários.







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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Fala bela.

Hoje abordarei a imagem abaixo circulando pelas redes sociais.


Essa imagem da atriz nela referida, me lembra e muito uma da Regina Duarte a serviço dos tucanos antes das eleições para presidente em 2002. Veja o vídeo abaixo.


Cara, muita gente sabe das merdas que o governo estadual de MG faz com a educação. principalmente aqueles que são professores, como este que vos escreve.

Mas vamos combinar uma coisa. A mulher é uma atriz, ganha dinheiro com trabalho, não com ideologia. Pagam a ela algum dinheiro e ela faz. Muitas vezes sem questionar. Se ela concorda ou não com o que diz, é outra história.

Na boa, pegar no pé da coitada por aceitar alguns milhares de reais... opa. Pára tudo. É de dinheiro que estamos falando. É isso que move o mundo e coloca gasolina no tanque e comida boa na nossa mesa. Agora vem um monte de hipócrita que faria o mesmo que ela meter o pau na coitada.

Enquanto isso, desvia-se o foco do mais importante: as mentiras contadas. Pois estão focados em quem as contou. É a mania do brasileiro de atacar o mensageiro e não focar-se na fonte. Onde está o sindicato de professores para bancar uma propaganda em que desarticula as mentiras contadas? Seria uma boa pagar a mesma atriz para que esta desminta o que disse. Simples assim.

Foco galera. Atacar uma pessoa que apenas o que sabe, que é interpretar e ler textos, não mudará a situação do ensino público em sua esfera estadual de Minas Gerais.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A produção do Aço.

A humanidade atual utiliza das mais variadas formas os metais encontrados na natureza. Raramente aplicados em sua forma pura (ou quase), são combinados para formar ligas das mais variadas formas e tamanhos.

E é sobre uma dessas ligas que comentarei a partir de agora: o Aço. Esta liga é basicamente um combinação de ferro e carbono que varia de proporção de acordo com o estágio de produção da liga e com seu destino final.

O elemento ferro, principal constituinte do aço, é utilizado pelo ser humano a cerca de três mil anos. Seu potencial na produção de armas, escudos, capacetes e armaduras para exércitos foi amplamente explorado pelos romanos e pelos chineses.

O aço nasceu justamente quando os ferreiros da antiguidade descobriram a maior resistência e durabilidade dos objetos de ferro quando estes eram combinados ao carbono.


E como eles fizeram isso? Os romanos enfiavam a espada ainda incandescente em cadáveres (de qualquer tipo) e os chineses atravessavam fardos de grama, capim ou qualquer vegetal disponível que não fosse usado como alimento. São duas excelentes fontes de carbona, dadas as circunstâncias da época.

Modernamente, a produção do aço, que é em larga escala, se dá em recipientes como o da figura abaixo, utilizado pelo processo de Bessemer até 1968.


Bom, e o que isso tem a haver com cálculos químicos? Digamos que eu queira produzir 1116 gramas de ferro puro a partir da seguinte reação:


Qual a massa de hematita e de carbono que devemos utilizar?

Observação: as massas do carbono, oxigênio e ferro são 12.0, 16.0 e 55.8, respectivamente.

Bom exercício.






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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mais história... da ciência.

E com retoques contemporâneos.

Como eu havia comentado em sala de aula, seguem abaixo os nomes sobre os "cientistas" que apresentaram falsos dados à comunidade científica.

1) Diederik Stapel, psicólogo. Forjou dezenas de estudos publicados em revistas da área, entre eles, um que afirmava o seguinte: pessoas que comem carne são mais agressivas que vegetarianos.


2) Charles Dawson, paleontólogo. Autor de "o homem de Piltdown"


03) Hwang Woo Suk, biólogo. Fraudou clonagens de embriões humanos.


04) Cyril Burt, psicólogo.


05) Jacques Benveniste, médico imunologista, sua equipe fraudou resultados de pesquisa sobre homeopatia.


Todos os nome com links wikipédia pra se ter melhor noção do que fizeram.





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Aulas de hoje.

Povo,

As aulas de hoje abordaram principalmente sobre três temas:

a) classificar carbonos;
b) fórmulas de linha;
c) classificar cadeias carbônicas.

Fiquem atentos ao número de átomos de carbono ligados entre si, pois este é o único parâmetro para determinar se um carbono é primário (um), secundário (dois), terciário (três) ou quaternário (quatro).


Nas figuras temos um composto orgânico representado por sua fórmula de linha (acima) e o mesmo com os carbonos representados por números (abaixo) que indicam suas respectivas classificações. Temos, ao todo, cinco primários, dois secundários, um terciário e um quaternário.

Sobre a fórmula de linha é preciso ressaltar que cada extremidade ou vértice representa um átomo de carbono, sendo os de hidrogênio ligados a eles ignorados. Mas cuidado quando representamos outros elementos na estrutura, pois a extremidade que termina em símbolo de outros elementos não significa carbono. Veja abaixo.


A estrutura da esquerda tem cinco carbonos e fórmula C5H12 enquanto que a da direita tem quatro carbonos e fórmula C4H10O. As extremidades próximas da letra O não são carbonos.

Exercício:

Estabeleça a formula estrutural condensada para a fórmula de linha abaixo e classifique os carbonos da cadeia.


Para encerrar, temos que observar e distinguir os detalhes das cadeias formadas pelos átomos de carbono. Como já observado em sala, ela são divididas em quatro pares de categorias:

  1. aberta ou fechada;
  2. normal ou ramificada;
  3. saturada ou insaturada;
  4. homogênea ou heterogênea.

Todos os pares são independentes entre si, ou seja, uma classificação não influencia nas demais.

Segue aqui um exercício:

Classifique cada uma das cadeias abaixo representadas de acordo com todas as categoria apresentadas.



Até a próxima aula.





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Libertadores da América.


Ontem, terça-feira, 07/02/2012 começou a fase de grupos da 53° edição da mais importante competição de clubes das Américas: a Taça Libertadores da América. Atualmente com nome de banco agregado, como é de se esperar, pois patrocínio é o que rende premiação, na forma de dinheiro, aos clubes de melhor desempenho.

E é de desempenho dos clubes brasileiros no torneio em toda sua história que pretendo abordar. Como já comentei em uma postagem anterior, só discuto futebol com números (de títulos ou não), são eles as nossas únicas evidências palpáveis, o resto é conversa fiada de boteco.

Pois bem, passeei por dois links do wikipédia a respeito da liberta e ampliei uma tabela que se encontrava no primeiro, a partir de dados que se encontravam no segundo. Daí, como dizem os gaúchos, surgiu a tabela abaixo:



SM = semi-final, PT = participações ao todo, PdPC = participações desde os pontos corridos (2003).

Notem que ela apresenta diferenças com a tabela do Milton Neves. Pois nela recebe bronze o semi-finalista que perde para o campeão. Não concordo com isso, considerei aqui o clube que disputou a semi-final, independente de perder para a equipe que veio a ser campeã ou vice.

Detalhes à parte. O que vejo de relevante nesses números?

Primeiro:

Ao contrário do propagandeado por aí, desde sempre os brasileiros deram importância ao torneio, nenhum clube entra em um torneio continental pensando em desistir dele nas semi-finais ou na final. Prova disso é a quantidade de semi-finais e finais disputadas por eles nos anos 60 e 70 e início dos anos 80.

Segundo:

Os clubes brasileiros se tornaram muito fortes desde 1992 no continente. Apresentando um ou outro, de acordo com o ano, desempenho digno de nota. Ou seja, desde que o São Paulo de Telê Santana conquistou a América pela primeira vez, no mínimo uma equipe brasileira chega à semi-final.

E vou além, com exceção de 1996, 2001 e 2004, tivemos no mínimo uma equipe brasileira na final da competição. De 1992 a 2011 são vinte disputas com dezessete finais e dez títulos.

"Apenas" 50% das últimas vinte edições terminaram em samba.


Terceiro:

Considerando os dados de 1960 até 1991, os argentinos contavam 15 conquistas contra 5 dos brasileiros, 8 dos uruguaios e 4 dos demais países.

Passadas duas décadas o cenário  mudou para 22 conquistas argentinas, 15 brasileiras, 8 uruguaias (estacionaram... hihi) e 7 de outros países.

Parece que os clubes brasileiros, ou alguns deles, aprenderam a jogar e ganhar a liberta, sem qualquer medo de Independiente (7 títulos) , Boca (6 títulos), Peñarol (5 títulos) e cia.

Quarto:

O que teria provocado tal reviravolta?

Aí meu caro, eu aponto a economia com fator principal. O pior período concentrou-se no fim dos anos 80. Quem era vivo, deve saber da quebradeira do governo Sarney, se não era, pergunte a seus pais.

Não cravo que a economia tenha melhorado a partir de 1992, foi coincidência o São Paulo montar um excelente time e que este tenha durado algum tempo, pois foi o último.

Penso que, a partir de 1995, com um ano de plano real, o clubes puderam reproduzir um pouco da melhora da economia. não que esta fosse grandes coisas, mas comparada com o fundo do poço de anos antes, devia ser a sétima maravilha do mundo.

A partir disso, a melhora econômica e seu reflexo no futebol foi constante, até culminar no seguinte dado. Que é apenas mais uma evidência de que o Brasil sobra na América Latina, seja no cenário econômico ou no clubístico.



Este texto continua... aqui.





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