sexta-feira, 17 de abril de 2020

Dez anos... dos 29 aos 39.

Este mês o blog completa dez anos de existência. Existência esta que agraço ao blogger, pois passei anos sem alterá-lo ou ler comentários. Precisou de uma pandemia e a consequente reclusão forçada seguidas de um certo tédio para me forçar a novas (ou velhas e abandonadas) atividades.

Nesta década que se passou, como seria de se esperar com qualquer outro ser humano vivo, muito mudou na minha vida. Mudei de cidade, de companheira, acrescentei hábitos à vida que julgava difíceis de acrescentar e outros abandonados mais difíceis ainda de retomar. Amizades foram perdidas, seja por política (mudou e muito o país) ou por discussões bestas. Uma delas foi retomada e mantenho o apreço que tinha antes. Novas amizades foram forjadas sob uma mistura ímpar de cerveja, jogos de tabuleiro e aquele bom e velho rock and roll.

A vida profissional teve seus altos e baixos para, enfim, estabilizar. Não em um patamar desejado em 2009, mas que me dê a tranquilidade para elevá-lo sem medo de um escorregão. Planos novos foram desenvolvidos e abandonados à medida que outros surgiam. Alguns nem colocados em prática foram, outros ainda tentam ganhar a realidade apesar da dificuldade que encontro para executá-los.

Conheci neste período três criaturinhas não humanas que mudaram consideravelmente a minha vida e a forma como a encaro. Trouxeram cada uma delas consigo uma perspectiva única que eu sabia existir, mas não considerava incorporá-las à minha própria vida. Enfim, elas me fizeram mudar de ideia em relação a isto.

Os cabelos brancos eram minoria e agora são maioria entre aqueles que a calvície me permitiu manter. O cabelo cresceu, branqueou, raleou, raspou e agora fica como a natureza me permite, necessariamente nesta ordem.

O futebol (Flamengo na verdade) me deu poucas, mas bem aproveitadas alegrias. Vi acontecer nesta última década aquilo que a minha versão adolescente no fim do século XX já imaginava como necessário para o "clube do coração" não perecer ou ver os grandes títulos rarearem. Eles, os títulos, rarearam mesmo. O remédio da recuperação foi amargo, a zoação adversária foi considerável. Mas o sabor da vitória veio... a galope, atropelando toda a frustração acumulada nos nove (ou trinta e oito) anos anteriores.

Não há um saldo a se calcular... mesmo quando algo (material ou não) foi perdido houve aprendizado. E tal aprendizado não é mensurável ou computável em calculadora.

As redes sociais vieram para ficar. O orkut, minha preferida à época, nem existe mais e é uma lembrança distante. Hoje nenhuma é minha preferida e, mesmo assim, uso algumas delas para manter contato com aqueles por quem tenho apreço... e com os que não tenho também, mas são contatos ainda assim pela simples ausência de motivos para cortar o contato.

Comecei este texto com a honestíssima ingenuidade de que resumiria meus pensamentos no segundo parágrafo e concluiria com alguma mensagem "chave de ouro" no terceiro. Isto não aconteceu. Nada de relevante me ocorre à mente para aqui acrescentar e não pretendo salvar para completar em outra ocasião. Neste exato momento que aqui digito isto prefiro que fique assim, pois é isto que representa: parte de jornada. Nem meio, nem fim. Apenas um capítulo, abraço e até abril de 2030. Ou antes, ou depois.

domingo, 15 de março de 2020

Sétimo Lugar

Com muito atraso da minha parte, venho aqui registrar algo que comecei a registrar anos atrás. Leonardo Moura alcançou o posto de sétimo jogador que mais vezes vestiu o manto sagrado rubro-negro em partidas oficiais.


Léo Moura ultrapassou, em sua fase final no Flamengo, nesta ordem, Jadir , Liminha e Carlinhos Violino. Com 499, 513 e 516 participações, respectivamente.

Confesso que pouco conheço a respeito de Jadir e Liminha, mas sobre Carlinhos eu li algo durante a adolescência. Sem contar que é o primeiro grande técnico que conheci ao torcer para o Flamengo. Deixo aqui o link para acessarem a página dele no wikipédia.

Do elenco atual, Willian Arão é o que tem, segundo minhas contas, a maior longevidade do elenco em termos de partidas. Já são 241 neste dia quinze de março de 2020.

Parabéns Léo Moura, você deixou seu nome na história rubro-negra. Um abraço.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Top 10

Com orgulho e algum atraso eu parabenizo o lateral direito do Flamengo nos últimos dez anos por fazer parte da lista dos dez jogadores que mais vezes vestiram o manto sagrado.

Antes de mostrar a tabela com os dados de Léo Moura e citar o evento no qual isso aconteceu, eu quero lembrar o dia 24 de fevereiro de 2012, quando postei uma singela homenagem ao Jordan, falecido sete dias antes e quarto maior recordista de partidas com a camisa do flamengo.

O que comentei naquela circunstância e ainda hoje se observa é a ausência de jogadores rodados no elenco rubro-negro, mas rodados com o manto sagrado. Apenas quatro, assim como em fevereiro de 2012, vestiram o vermelho e preto em mais de cem partidas.


domingo, 20 de outubro de 2013

0001 - In The Wee Small Hours (Frank Sinatra)

No futebol, em uma decisão de pênaltis, é comum o técnico escolher seus dois melhores batedores para iniciar e finalizar a disputa. "Seguindo" este raciocínio, coube a Sinatra a honra de encabeçar a lista.


Segundo a wikipédia, este disco marcou uma guinada na carreira dele, mas confesso que não encontrei nas referências algo que indicasse isto. Paciência, pois é um disco bom pra se ouvir e rever os conceitos sobre músicas antigas.

E quando digo antigas, me refiro ao período anterior ou contemporâneo à explosão conhecida por Rock'n Roll.

Cantado tão lentamente que você é capaz de usá-lo para treinar seu inglês com tranquilidade. E não digo isto como uma crítica, pois confesso que gostei disso.

Se desejar ouvi-lo, você o encontra aqui. Se este link não estiver disponível quando acessá-lo, não me culpe. Não fui eu quem o disponibilizou para downloads.

Vejamos o próximo, até mais.

sábado, 19 de outubro de 2013

1001 discos...

... que você deveria ouvir antes de morrer!


Faz cerca de quatro anos que fui apresentado ao livro e fiquei curioso pela relação de discos envolvidos. A algumas semanas recebi toda a track list dessa empreitada e resolvi, neste fim de semana, iniciar o processo de ouvir todos. No mínimo, uma vez cada.

O conjunto aborda álbuns desde os anos 50 até a atualidade, explorando diversos estilos e gostos. Encontrarei nomes que desejo, de fato, nunca ouvir, mas pelo bem do projeto e ter o prazer de falar mal de certos nomes, os ouvirei mesmo assim.

Seguirei a sequência sugerida pela ordem cronológica e postarei, um a um, minha percepção de cada disco. Se já ouvi falar dele, do cantor/banda, se já tinha armazenado entre os meus colecionáveis e se tenho em long play (LP).


Assim que possível apresento minhas impressões sobre o primeiro da lista.

Até mais...

Chegou!

E o tempo passou, jogos e mais jogos aconteceram e Leonardo Moura chegou à décima primeira posição entre os atletas de futebol masculino profissional que mais vestiram o manto sagrado rubro-negro.

E o ex-atleta da vez alcançado por Léo Moura é Murilo, outro que jogou nos anos 60 e acumulou 448 partidas em sua trajetória junto ao mais querido.

O feito do nosso lateral direito se deu na goleada sobre o Criciúma, válida pelo campeonato brasileiro, no dia 29 de setembro de 2013.

Retirada desse link

À frente de Léo Moura, restam apenas dez, sendo Zinho o décimo, com 468 partidas, segundo o flaestatísticas em consulta de hoje. Antes de enfrentar o galo mineiro neste domingo, ele já acumula 453 partidas. Restando nove pelo campeonato brasileiro e um máximo de cinco pela copa do Brasil, faltará uma ainda para igualá-lo.

Resta torcer (ou não) para a renovação dele e o consequente ingresso na lista do dez maiores.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Faltam duas...

Nos clássicos contra Botafogo e Atlético MG, realizados nos dias 28/07 e 04/08, respectivamente, Leonardo Moura igualou-se a lendas dos anos 60 e 70, que jogaram juntos inclusive.

Paulo Henrique (437 partidas), antes décimo terceiro, foi alcançado em julho contra o Botafogo. José Rodrigues Neto (439 partidas), antes décimo segundo, em agosto contra o galo mineiro.

Paulo Henrique atuou pelo Flamengo de 1960 a 1972 na lateral esquerda, foi capitão e marcou 14 gols.

link da imagem

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Libertadores do Galo

O Clube Atlético Mineiro está de Parabéns, conquistou na noite desta quarta-feira a primeira libertadores de sua história. A terceira do estado de Minas Gerais e a décima sétima de um clube brasileiro. O Galo é o décimo clube brasileiro a alcançar tal feito.

Pela primeira vez o Brasil emplaca quatro campões consecutivos, igualando os feitos de Racing (1967) somado ao Estudiantes (1968 a 1970) e do Independiente (1972 a 1975). Jamais um país teve cinco campeões consecutivos.

Agora o mapa da Libertadores ficou assim:


Entre os grandes clubes brasileiros, a zoeira dos torcedores recai sobre os dois que ainda não conquistaram este torneio continental: Fluminense e Botafogo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Entre gigantes...

A "notícia" é velha, mas como não foi lembrada, eu faço o serviço. No último clássico contra o Botafogo, dia 17 de fevereiro, decidido por uma canelada, nosso lateral direito igualou-se a seu melhor antecessor, Leandro. Na partida seguinte, contra o Olaria, ultrapassou-o e tornou-se isoladamente o 14° jogador a mais vezes vestir o manto sagrado rubro-negro.

E o ano de 2013 começou bem melhor que 2012 terminou para Léo. Com oito partidas consecutivas neste primeiro turno de campeonato estadual, ultrapassou, no meio do caminho, outros grandes nomes.


link de origem

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Minha Gente...

"Minha gente", bordão muito utilizado pelo ex-presidente e agora senador, cujo nome não repetirei neste blog, é apenas uma chamada para um tema inexistente nesta postagem.

Postagem que tem a intenção de ofender gregos e troianos. Brincadeira, mas soa engraçada uma fala assim. De qualquer forma, venho manifestar-me após mais de dois meses de ausência.

Manifesto este que deveria ser um chute no saco de alguns e algo irrelevante para outros. Um barranco desabando sobre a cabeça de muitos e a despreocupação de poucos na beira do mar.

Uma ideia simples, finamente elaborada, veneno lentamente destilado e lançado na corrente sanguínea de sua vítima. Um plano vil cuja execução causaria  repúdio entre a maioria dos mortais deste planeta.

Mas não, trata-se apenas de um conjunto e palavras com começo, meio e fim. Os três, diga-se de passagem, encontrados neste blog e fora dele, fato que facilita e muito a vida deste autor. Que nada humildemente deseja falar nada com nada.

Despeço-me avisando que não prometo frequência, que não prometo retorno e muito menos mais textos como este. Um dia retorno a este blog, dia este que não está longe de chegar, fatalmente este ano ainda, ou esta década, ou este século.

Como diz Oswaldo Montenegro, "...mas não é sobre isso que quero falar...", o que quero falar não será dito hoje, será diluído futuramente e quem compreender, compreendeu. O resto, em caso contrário, azar ou sorte. Aquele abraço.