Uma vez que se sabe como posicionar o tabuleiro, colocar as peças na posições corretas e que sempre as brancas começam, partilho da opinião do Grande Metre Capablanca de que devemos aprender como terminar uma partida.
Sendo assim, apresentarei melhor as peculiaridades envolvendo o rei e seus movimentos. Como mencionado no post anterior, o rei move-se apenas para a casa vizinha e é a peça mais importante, entre outros motivos, por não ser passível de captura. Mas é a única cuja fuga do xeque é obrigatória e que sofre o xeque mate.
Então, nada melhor que, nesta etapa, esclarecermos estes dois conceitos.
Antes de explicá-lo, dois esclarecimentos:
a) A captura de uma peça A por uma peça B no xadrez não é obrigatória, salvo algumas exceções.
b) Quando uma peça A se encontra em uma casa de modo que esteja no caminho do movimento de uma peça B, dizemos que se encontra sob possibilidade de captura por parte da peça B.
Observe:
O cavalo preto localizado em C2 pode, caso o jogador que controla as peças pretas queira, capturar o bispo branco em B4.
O bispo branco em C6 pode, caso o jogador que controla as peças brancas queira, capturar o cavalo em E8.
Lembre, peças como peão, bispo, torre, dama e rei capturam outras em sua linha de ação. O cavalo captura apenas em sua casa de destino.
Ocorre quando uma peça qualquer, exceto o rei, se posiciona de modo a ter o rei em sua linha de ação. Como é o caso da torre no exemplo abaixo.