segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Nova partícula desafia as leis da Física!"

O que mais me chamou a atenção quando ouvi esta chamada para o intervalo do jornal nacional de sexta-feria dia 23/09/11 foi a arrogância com que certas pessoas se expressam em relação ao conhecimento adquirido pelo ser humano. O que há de mais em uma partícula apresentar algo até este exato momento não visto? Esse tipo de frase faz parecer que as leis da física ou da natureza são imutáveis, e não são.

E quando eu digo leis da física ou da natureza, eu quero dizer: a interpretação de nós, seres humanos, para o comportamento da matéria diante de determinadas circunstâncias e eventos. Ótimo que descrobriram algo que nem mesmo Einstein percebeu, e até negou. Muito bom saber que a velocidade da luz não é o limite.
Mais trabalho para os cientistas justificarem seus salários e desenvolverem novas tecnologias para melhorar a qualidade de vida da nossa espécie.

Olha a cara de assustado do Einstein.


Vc jura que ele se preocuparia?

"E o que muda agora?", me perguntaram. Como se eu fosse alguma referência para algo... hauhauhau

A verdade é que ninguém parece saber até agora, nem mesmo o pessoal responsável pela sequência de dezesseis mil repetições antes de divulgarem o fato e reconhecerem os resultados como "'medições intrigantes". Huahauhauha, até o cara tava apavorado com a ideia.

Bom, de uma coisa eu tenho certeza, os marcianos não nos atacarão dessa vez e nos deixarão em paz. Digo, a gravidade continua lá, a capilaridade continua a ajudar as árvores com seus xilemas e floemas, continuamos a necessitar de oxigênio. Ou seja, a natureza é a mesma de cinco dias atrás. Ponto!


Imaginar que coisas assim, como a foto acima, acontecerão é viagem de alucinógeno brabo.

O que podemos presenciar é mais uma nova revolução de conceitos na Física e até em outros ramos do conhecimento em geral. Já pensou um brasileiro explicar essa parada? Seria o nosso primeiro Nobel brazuca, muito doido. Alguém que seria comparado a Newton e a Einstein.

Outro detalhe a abordar é o seguinte: o que tem de mais em ultrapassar o limite da velocidade da luz?

Qual o problema nisso? A questão é que até poucos dias atrás isso ainda não tinha acontecido, outro detalhe se encontra no trabalho de Einstein chamado de Teoria da Relatividade Geral, baseado numa ideia simples: A maior velocidade no universo é a da luz, nem a informação, nem o pensamento (como pensam alguns espíritas) são mais velozes, exceto o maldito neutrino! Bosta de neutrino fidumaégua, avacalhou. Huahuha.

Com base nessa ideia ele desenvolveu um coeficiente muito utilizado na Relatividade Restrita (quando se estudam apenas corpos em situação de resultante de forças nula), para determinar a dilatação do tempo e a contração do comprimento, por exemplo. Esse coeficiente aparece abaixo:


Por esse carinha, nota-se que o denominador não adimite número negativo dentro da raíz quadrada.

Considerando que V é a velocidade de um objeto qualquer e que C é a velocidade da luz no vácuo, teríamos raízes complexas para o caso de uma velocidade superior a trezentos mil quilômetros por segundo.

Qual o significado físico de uma raíz complexa nesta situação? Não faço a mínima ideia, mas aposto que o primeiro a interpretá-la corretamente será lembrado no futuro. Pode ser também isto uma viagem da minha parte, mas aposto que os carinhas responsáveis por estudar essa bagaçada estão doidos para descobrir.

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