terça-feira, 22 de maio de 2012

Tabela Periódica: Propriedades Periódicas.

Chamamos de propriedades periódicas aquelas que encontramos sob um padrão dentro da tabela periódica (de acordo com o número atômico). Tais propriedades estão, com uma exceção, implícitas dentro da forma da tabela, são determinadas de forma comparativa para os elementos.



São exemplos a densidade absoluta, o volume atômico, as temperaturas de fusão e ebulição. As propriedades periódicas mais importantes são as que apresentamos a seguir:

¬ Número Atômico (Z): é a quantidade de prótons no núcleo do átomo, sendo a identidade de cada elemento, alterar o número atômico significa alterar o elemento químico.

O número atômico é, portanto, a propriedade periódica mais óbvia, pois o valore de cada elemento se encontra descrito junto ao respectivo símbolo, permitindo-nos reconhecer o seguinte padrão de crescimento:


Observe com isso que o elemento de menor número atômico é o hidrogênio, encontrado acima e à esquerda da tabela. O de maior número atômico é o copernício, mais abaixo e à direita. Outro detalhe relevante é uma análise simples que se faz para qualquer elemento:


Tomando o elemento cádmio como exemplo, veremos que todos os elementos acima e à sua esquerda apresentam menor número que 48. Por outro lado, todos os elementos abaixo e à sua direita apresentam número atômico maior que 48.

A partir dessa observação, o mesmo procedimento se faz para compararmos a relação entre as demais propriedades periódicas.

¬ Raio Atômico (RA): é a distância entre o núcleo do átomo e o último elétron da camada de valência. Aumenta de cima para baixo e da direita para a esquerda.


O período no qual um elemento está indica quantas camadas seu átomo possui. Átomos com sete camadas pertencem a elementos do sétimo período. Caso dois átomos apresentem o mesmo número de camadas, o desempate se dá pelo número atômico. Quem possui menor quantidade de prótons no núcleo, atrai com menos força a última camada, ficando esta mais distante.

Pareceu confuso? Veja este vídeo:


¬ Raio Iônico (RI): é a distância entre o núcleo do átomo e o último elétron da camada de valência resultante da retirada ou acréscimo de elétrons ao átomo, processo que o transforma em íon positivo (cátion) ou negativo (ânion), respectivamente.

O raciocínio se mantém semelhante. Apenas deve-se atentar para a situação de compararmos espécies isoeletrônicas, ou seja, que apresentam mesma quantidade de elétrons:


Acima temos três grupos de espécies isoeletrônicas com 10, 18 e 36 elétrons, respectivamente. Note que, para cada trio, a espécie de menor número é a de maior raio, ao passo que a de maior número atômico é a de menor raio

¬ Volume  Atômico (VA):  é o volume ocupado por 1 mol de átomos de um determinado elemento quando no estado sólido. Aumenta de cima para baixo e do centro para as extremidades. 


¬ Densidade Absoluta (D): também chamada de massa específica, é a relação existente entre a massa e o volume ocupado pelas substâncias simples (no estado sólido) formadas pelos elementos. Aumenta de cima para baixo e das extremidades para o centro. 


¬ Pontos de Fusão e Ebulição: indicam, respectivamente, as temperaturas em que as substâncias simples formadas pelos elementos se fundem ou entram em ebulição. Aumentam de cima para baixo (exceto nas colunas 1 A e 2 A, onde aumentam de baixo para cima) e das extremidades para o centro. 

¬ Potencial (Energia) de Ionização (EI): também chamado energia de ionização, é a energia necessária para retirar-se um elétron de um átomo isolado no estado gasoso. Aumenta de baixo para cima e da esquerda para a direita. 


É de se esperar que o elemento de maior potencial de ionização seja o de menor raio, ou seja, o hélio. Da mesma forma que o de menor potencial é o frâncio, por apresentar o maior raio.

¬ Eletroafinidade ou Afinidade eletrônica: é a energia libertada quando um elétron é adicionado a um átomo neutro no estado gasoso. Aumenta de baixo para cima e da esquerda para a direita, como o potencial de ionização. 

¬ Eletronegatividade: também chamada de caráter ametálico, é a tendência que os átomos possuem de atrair elétrons no seu nível mais externo, na formação de uma ligação com outros átomos. Aumenta de baixo para cima e da esquerda para a direita, como o potencial de ionização e a eletroafinidade.

Mas cabe aqui uma ressalva. A eletronegatividade não vale para os gases nobres, pelo fato de os átomos desses elementos não formarem ligações químicas. Dessa forma, o flúor é o elemento mais eletronegativo.

¬ Eletropositividade: também chamada de caráter metálico, é a tendência que os átomos possuem de ceder elétrons de seu nível mais externo, na formação de uma ligação com outros átomos. Aumenta de cima para baixo e da direita para a esquerda, da mesma maneira que o raio atômico.

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