sexta-feira, 4 de maio de 2012

Poesia do Amigo Abiatar...

Um sujeito que viveu boa parte de sua vida na triste e esquecida (por muitos, mas não todos) Caratinga. Recebi o  que abaixo apresento por e-mail e disponibilizo para apreciação de todos os meus leitores:

Reverbero do conceito de eternidade para Anas de todos os tipos

Os olhos da eternidade
são lindos
Com suas nuvens e artérias assustadoras
Os olhos da eternidade
são lindos

São lindos e perigosos
os olhos da eternidade
... que eternizam tudo
e não gostam daquele sabonete que meu amor deixou envelhecer
em uma esquina politizada do mundo.

Por exemplo, uma senhora costurando a eternidade é uma aberração e não deixa seu marido dormir.

O melhor é aprender a morrer enquanto se vai acumulando perdas e vivências do corpo.
O melhor é aprender a morrer meu amor imitando um haicai nas esquinas do mundo...

Os olhos da eternidade não me interessam, mas sou a captura dos amores estranhos
e quando vejo a eternidade me sinto um poeta famoso do século XII que escreve pornografia
na pele islâmica de uma menina e
mantro meu imaginário
que é como o cão danado de todos os diabos
e me sinto bem.
Mas não vou me iludir com esse sabonete eterno
cantando em mim o amor numa esquina da minha vida.

Por Abiatar David Souza Machado

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