terça-feira, 20 de março de 2012

Rei em xeque e xeque mate.

Uma vez que se sabe como posicionar o tabuleiro, colocar as peças na posições corretas e que sempre as brancas começam, partilho da opinião do Grande Metre Capablanca de que devemos aprender como terminar uma partida.

Sendo assim, apresentarei melhor as peculiaridades envolvendo o rei e seus movimentos. Como mencionado no post anterior, o rei move-se apenas para a casa vizinha e é a peça mais importante, entre outros motivos, por não ser passível de captura. Mas é a única cuja fuga do xeque é obrigatória e que sofre o xeque mate.

Então, nada melhor que, nesta etapa, esclarecermos estes dois conceitos.

Antes de explicá-lo, dois esclarecimentos:

a) A captura de uma peça A por uma peça B no xadrez não é obrigatória, salvo algumas exceções.

b) Quando uma peça A se encontra em uma casa de modo que esteja no caminho do movimento de uma peça B, dizemos que se encontra sob possibilidade de captura por parte da peça B.


Observe:

 O cavalo preto localizado em C2 pode, caso o jogador que controla as peças pretas queira, capturar o bispo branco em B4.

O bispo branco em C6 pode, caso o jogador que controla as peças brancas queira, capturar o cavalo em E8.

Lembre, peças como peão, bispo, torre, dama e rei capturam outras em sua linha de ação. O cavalo captura apenas em sua casa de destino.

¬ Xeque


Ocorre quando uma peça qualquer, exceto o rei, se posiciona de modo a ter o rei em sua linha de ação. Como é o caso da torre no exemplo abaixo.





Um xeque é, portanto, uma ameaça ao rei. O jogador que controla as peças brancas deve eliminar tal ameaça. Neste caso, movendo o cavalo de G3 para F1.




Existem três formas de se eliminar a ameaça:


a) bloqueando a linha de ação, como mostrado acima;


b) movendo o rei para uma casa "segura", ou seja, uma casa na qual tal ameaça não exista.


c) capturando a peça que causa a ameaça, ou seja, que "deu" o xeque.


¬ Xeque Mate


O Xeque Mate se caracteriza justamente quando nenhuma das três ações acima mencionadas é possível.




Veja que, na ausência de uma peça para bloquear o xeque causado pela torre em A1 e impossibilidade de capturá-la, o rei sofre o xeque mate por também se encontrar em xeque caso vá para qualquer uma das casas F1 ou H1.


Com isso, verificamos que o xeque mate constitui a ausência de fuga pra o rei diante de quaisquer ameaças sofridas. Em sinal de respeito ao adversário, é comum o jogador (controlando o rei que sofrerá xeque mate) deitar o rei diante de uma derrota inevitável.






¬ Observações


Com a prática, você notará que:


a) em xeques causados por cavalos, a opção de bloqueio não é possível, pois o cavalo salta peças, adversárias ou aliadas;


b) em xeques duplos (quando duas peças causam xeque ao mesmo tempo) apenas a opção de mover o rei é possível.


c) caso o rei não se encontre em xeque, mas não seja possível movê-lo para outras casas, por estas se encontrarem na linha de ação de peças adversárias, e também não seja possível mover qualquer outra peça, configura-se o empate por "afogamento" do rei.




Note que os peões brancos se encontram bloqueados por peões pretos e bispo preto, o cavalo branco em F1 impede o xeque ao rei e este não pode se mover para H1 ou G2 por estarem ambas as casas na linha de ação do bispo em F3. Empate!


Pratique agora com um amigo para se familiarizar com as situações e impedir que uma partida ganha se transforme em um amargo empate.












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