sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tênis

Para muitos no Brasil o tênis é um esporte ainda desconhecido, não de todos por termos a recente carreira do Gustavo Kuerten (o Guga), alguns que gostam mesmo já ouviram falar de Maria Esther Bueno. Mas o grosso da população vê o esporte da bolinha e raquete (com uma quadra de riscos esquisitos e atletas com gemidos estranhos nos momentos de suas intervenções) como uma verdadeira chatice, algo tediante e sem emoção alguma.


Assistindo durante esse período de férias o Aberto da Austrália, constatei mais uma vez o que eu já sabia desde a época do Guga: Só prestam as partidas entre os grandes jogadores, como os dois abaixo.


Mas o que me motivou a comentar sobre este esporte poquíssimo popular em terras tupiniquins é o fato de termos uma olimpíada daqui a quatro anos na cidade do Rio e Janeiro e a dinâmica do jogo ser a mais contrastante com o observado nos estádios de futebol brasileiros. Antes de cada saque, o juiz de cadeira pedia, com o auxílio de um microfone, o silêncio total para aqueles torcedores mais exaltados.

Eu ri ainda mais quando, durante a partida de semifinal, ocorrida na manhã desta quinta-feira (horário de Brasília), a disputa foi paralisada por conta das comemorações do Australia Day. Uma série explosões de fogos de artifício ecoou pela quadra, sem fazer uma barulheira absurda, segundo a captação do áudio, e durou cerca de dez minutos.

Segundo o comentarista de especializado em tênis da ESPN Brasil, o barulho em excesso atrapalharia a concentração de cada atleta. Tadinhos. Não podem jogar com barulhinho no ouvido. Imaginem se é com jogador de futebol dando desculpa por ter chutado a bola para fora.

Algo nesse sentido já aconteceu, barulho atrapalhando concentração de atleta. Como foi no PAN de 2007, também no Rio de Janeiro, as apresentações dos atletas  de ginástica olímpica não brasileiros ocorreram todas sob vaias intensas comandadas pelo ex-atleta de basquete Oscar Schimidt. Obviamente, contaram com uma reprovação geral.

Sinceramente, eu não me recordo como a torcida brasileira tratou  os tenistas estrangeiros na competição de tênis do PAN 2007, muito pelo fato de eles não chegarem longe nas competições.  Mas confesso que gostaria de uma final olímpica de 2016 entre o Thomaz Bellucci e o Rafael Nadal, já que no Brasil, temos uma maioria de quadras de saibro e o espanhol é o melhor das últimas décadas neste tipo de piso.

E mais ainda, gostaria de ver a torcida caladinha em saques do brasileiro e fazendo um barulho ensurdecedor em saques do espanhol. Creio que assim é uma forma bem legal de popularizar um esporte, cuja prática é muito cara e de difícil acesso ao cidadão comum. Esporte sem a participação do povão não tem tanta graça. Por isso o futebol e tênis são tão diferentes em termos de popularidade, mesmo a nível mundial.





Abraço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Devido a brincadeiras de mal gosto e comentários trolls, os comentários serão moderados a partir de agora. Agradeço a compreensão.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...