terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Intolerância.

Nesta segunda-feira, dia 29 de janeiro, ontem, em uma imagem que compartilhei no facebook (link aqui), recebi um comentário que me chamou a atenção: o meu comportamento de expressar o que penso a respeito das religiões beira a intolerância.

Hã?


E o que notei é que ele não é o único a se manifestar dessa forma. Seria mesmo a manifestação ateísta em relação às divindades um sinal de intolerância? Me faz pensar na figura abaixo:


Não que seja o caso do meu interlocutor no diálogo do link acima mencionado. Mas me pergunto, posso pensar que está tudo errado, tenho o direito de me declarar ateu perante a sociedade e suas diferentes instituições. Até aí tudo bem, mas manifestar publicamente o que penso não devo, é intolerância minha.

Recebi o argumento de que "dois errados não fazem um certo" e concordo inteiramente com ele, mas não se aplica ao caso. E tentarei mostrar abaixo:

Quando eu vejo uma pessoa falando em público que ateus nãos prestam por serem imorais e não terem deus no coração e outras tantas mais eu noto claramente que tal pessoa estabelece um julgamento incompatível com suas informações a respeito das categoria sobre a qual ela fala, ou seja, o famoso preconceito.

Quando eu vejo uma notícia de um padre católico acusado de inúmeros casos de pedofilia acobertados pela igreja católica em seus escalões mais elevados e afirmo que eles acham mais importante acobertar um estuprador a impedir novos estupros de menores, eu sou o intolerante. Do ponto de vista dos católicos, pois essa não é minha religião.

A questão mais importante é: existe o direito de expressar-se publicamente? Se esse direito existe e você o exerce atacando ideias contrárias às suas, independente de estar certo ou não, isto é ser intolerante? Neste caso eu sou culpado. Minha culpa é ser intolerante com a pedofilia e a sistematizada cobertura que ela recebe. Sou intolerante com preconceito e discriminação de todos os tipos, não só os religiosos.

Também me posiciono intolerante à sistematizada homofobia até hoje apoiada pela "santa igreja católica" e seu respectivo "santo papa". 


Insisto, o problema está em quem ouve o discurso e se sente ofendido com ele. Para tal, comparemos as frases abaixo:

1) "Gays, vocês merecem o inferno pelo que são!"

2) "Cristãos, não acredito que o deus de vocês exista!"

Claramente o primeiro ataca de forma direta e clara um tipo de pessoa, no caso, a que opta por ser homossexual ou bissexual. No segundo, alguém estabelece sua opinião contrária em relação ao que outros, os cristãos, julgam certo. Em outras palavras, completamente diferentes.

Discordo veementemente da pessoa que ousa colocar estas duas frases em um mesmo patamar de ofensas, considerando-as de mesmo calibre.

Espero ter deixado claro meu ponto de vista.





Abraço.

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