segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lingerie

A notícia da Gisele de lingerie na propaganda rolou solta, até proibição se comentou em fazer. Mas, convenhamos, qual é o problema?

Sinceramente, o que pode ser pior?

1) Uma mulher usar lingerie dentro de sua própria casa para dar uma má noticía ao companheiro.

2) Uma mulher aparecer de lingerie em toda e qualquer parte, seja na net ou fora dela, exibindo o corpo.

Não vejo coisa alguma errada em nenhuma das duas. Isto é capital erótico. Uns tem, outros não tem.


O que me chama a atenção nesse tipo de propaganda, como em tantas outras do tipo é o seguinte: o que uma porra de uma gisele tem a mais que qualquer outra modelo sem sal como ela para rebolar por passarelas e fotografar de roupas íntimas e ganhar zilhões por isso?

Já ouvi dizer que ninguém desfila como ela. Por quê? Ela voa? Planta bananeira? Solta peido com cheiro de lavanda? É a estupidez mais subjetiva possível.



Aí, olha só essa bosta (bonita e gostosa, sem dúvida), parece um robô, olhando pra casa do capeta. Só pode ser. Dependendo da cidade, a cada esquina, acha-se umas duas em tão boa forma quanto, mais belas até e dispostas a ceder favores sexuais em troca de uma oportunidade de se tornar uma nova Gisele. Se provarem que estou enganado, eu peço desculpas.

Mas o pior ainda está por vir. Este tipo de profissional vive honestamente, diga-se de passagem, às custas da futilidade do mercado que consome seu principal produto de venda: o corpo. Uma pessoa asssim, vendendo seu corpo, o emprestando-o por momentos a uma empresa de lingerie, perfume ou tv por assinatura. A preços astronômicos, isto é o fim? Não. São negócios. Lavou, tá novo.

Enquanto isso, "profissionais" menos respeitadas vendem seus corpos (literalmente) por opção ou por questão de sobrevivência. Ou as meninas de hoje sonham em se prostituir ou virar atriz pornô? Se bem que depois da bruna surfistinha, é até possível.

E me chama muito a atenção nessa sujeira permeando o planeta o fato de todas venderem seus corpos, sejam elas modelos (hipotético grupo das prostitutas de muito luxo), acompanhantes (hipotético grupo das prostitutas de luxo apenas) e as coitadas da periferia que abrem as pernas por qualquer tostão. Ah, tem as atrizes (pornô ou não), localizadas em alguns pontos no meio desse caminho.

Mas, um segmento é extremamente bem valorizado enquanto outro é extremamente denegrido. Ainda bem que, no Brasil, prostituição não é crime, ao contrário dos estados unidos da américa. E não deve ser mesmo. Só não concordo quando uma categoria apenas entre as acima citadas é o judas da turma quando todas vendem seus corpos de uma forma ou de outra.

Sejamos honestos. O esquema é o capitalismo. Se tem dinheiro envolvido, tem preço. Se tem preço, está à venda. Se você acha que não está à venda, 'pague para ver', ou melhor, anuncie no mercado livre ou ebay. E verás se um candidato a comprador não aparece.

Se minha vontade nesta situação prevalecesse, todas as categoras teriam mesmos direitos. Ou pelo menos assim começariam, com direitos iguais, até uma se destacar mais perante as demais e tudo virar bagunça de novo. Huahuahahu.

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