segunda-feira, 14 de março de 2011

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"Não existe gol feio, feio é não fazer gol"

Palavras de Dadá Maravilha, mas servem para citar e questionar uma frase que ouvi hoje: "... foi uma boa morte...".

Caramba! Não existe isso de boa morte, de morte com honra, de "os bons morrem jovens" e blábláblá, ninguém quer morrer! Pronto. Mesmo assim as pessoas morrem e pelos mais variados motivos, e sou obrigado a reconhecer que nada (nem mesmo aqueles que falam a "língua dos anjos", huahuahauhua), absolutamente nada escapará à segunda lei da termodinâmica e ao tempo, duplinha miserável que quase todos, inclusive eu, gostariam de driblar.

"Who want to live forever?", god save the queen.

Trocadilhos e bobeiras à parte, essa porralouquice miserável que alguns chamam por aí de vida é a única que cada um de nós possui. E mesmo sendo única em termos de existência, não deixa de ser desprovida de propósito, vazia de um ínfimo sentido que a torne mais ou menos tolerável.

Ótimo, e daí? Vai suicidar? Vai viver até os 120 anos? Tentará estocar sua consciência em um HDD de 1,2 YB (um vírgula dois yotabytes, ou dois mols de bytes)? Qualquer das opções anteriores mudará o fato de que viverás e tua existência se estinguirá? Não, um simples e intangível não.

Uma palavra que sobressai à ideia (até o presente momento) equivocada de que somos a parte mais importante da criação ou de que estamos aqui por simples obra do acaso, sendo esta última aquela com a qual concordo por haver evidências em seu favor.

Um termo que subjuga a contradição existente em um sem número de pessoas que pensam viver guiadas por destino ao qual se encontram fadadas a cumprir, mesmo sem perceber que isto, por uma questão de mera lógica, impede seus tão sonhados e respectivos livres arbítrios. Subjuga também aqueles que negam o destino, acreditando que tudo, absolutamente tudo, antes e depois de suas respectivas passagens pelo mundo, incluíndo-as na bagunça, ocorre por acaso. Sem esquecer dos outros que negam o destino, o livre arbítrio e o acaso por simplesmente pensar que somos marionetes em um jogo sem fim de pessoas (e/ou extraterrestres) que pouco se importam com a vida humana e (por que não? já que eles acreditam!) de outros extraterrestres.

Penso no fim dessa viagem que o melhor seja realmente não existir uma resposta, um sentido para a vida além do número 42. Algo que notei durante os últimos 12 anos é que a vida existe e pronto, a natureza não se importa com os "porquês" perguntados a ela. O máximo a nós permitido entender até o momento é "como" as coisas acontecem. E isso já é muito, diga-se de passagem.

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